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Sobreviventes do Holocausto alertam para não esquecer atrocidades nazistas

Sobreviventes de Auschwitz pedem memória firme contra antissemitismo e populismo, em dia internacional de memória do Holocausto

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
An Auschwitz survivor approaches the Wall of Death, at the former Auschwitz concentration camp where an estimated 1.1 million Jews were killed.
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  • Em homenagem ao Dia Internacional do Memorial do Holocausto, sobreviventes de Auschwitz depositaram flores e velas; cerimônias ocorreram na Europa e em outros lugares.
  • A sobrevivente Tova Friedman, 87 anos, deve fala­r ao Bundestag e avisará diretamente ao AfD sobre populismo e extremismo.
  • Auschwitz foi o local de cerca de 1,1 milhão de judeus mortos, além de poloneses, ciganos e outras vítimas; cerimônias ocorreram no memorial e em Birkenau.
  • Aproximadamente 196.600 sobreviventes judeus ainda vivem no mundo, conforme a Confederação de Reivindicações de Alemanha; a Irlanda anunciou mais financiamento para educação sobre o Holocausto.
  • Líderes europeus destacaram o aumento do antissemitismo e o uso de conteúdo gerado por IA para distorcer a memória; houve vandalismo em Kiel, com flores e velas destruídas no memorial.

Survivors de Auschwitz participaram de cerimônias em diversas cidades para marcar o Dia Internacional da Memória do Holocausto, com flores e velas nos locais de memória. Em Portugal? Não; a atividade ocorreu na Europa e em outros lugares.

Em Auschwitz-Birkenau, 24 ex-prisioneiros acenderam velas no que ficou conhecido como a “muralha da morte”, numa homenagem às vítimas. A cerimônia ocorreu no contexto de comemorações da libertação do campo, ocorrida há 81 anos.

Pelo menos duas autoridades estiveram presentes: o presidente da Polônia, Karol Nawrocki, e sobreviventes que acompanharam atividades no entorno do campo. Em Berlim, na Memorial aos Judeus Mortos da Europa, velas foram acesas e rosas brancas foram depositadas nos blocos de concreto.

A data oficial de lembrança relembra a libertação de prisioneiros sobreviventes em 1945, com reconhecimento pela Alemanha desde 1996 e pela ONU desde 2005. A cerimônia internacional busca manter viva a memória das atrocidades cometidas.

Entre os relatos, a sobrevivente Tova Friedman, 87 anos, tem discurso marcado no Bundestag. Ela participa de atividades públicas na Alemanha e usa sua experiência para alertar contra o ressurgimento de antissemitismo e populismo de extrema direita.

Friedman afirma ter sobrevivido graças a uma falha técnica no gasômetro e a marchas da morte em janeiro de 1945. Em entrevista a veículos alemães, ela dedicou parte de seu relato a crianças assassinadas na época, destacando o papel de familiares que hoje contam a história.

A presidente da União Europeia para Assuntos Exteriores destacou que o antissemitismo cresce em formas novas e preocupantes. A autoridade também alertou para conteúdos gerados por inteligência artificial que distorcem fatos históricos.

Estudos e instituições de educação lembram a necessidade de ampliar o ensino sobre o Holocausto. Em Irlanda, o governo anunciou mais investimentos na educação sobre o tema após levantamento indicar baixa familiaridade entre jovens.

Ao redor do mundo, atividades incluem visitas a museus, escolas, estações de trem e eventos em Stolpersteine, placas de bronze que marcam antigas residências de judeus deportados. Civis acendem velas e dépositos de flores nos locais.

Mudanças de tema: memória, educação e ameaça de desinformação

Em Terezín, na República Tcheca, está programada uma procissão de velas para hoje à noite, em memória às vítimas de Theresienstadt. Na Holanda, o dia nacional de memória teve uma procissão silenciosa por Amsterdam.

Entre os relatos, o número de sobreviventes mundiais está estimado em cerca de 196,6 mil. Em comparação, estimativas de um ano atrás apontavam 220 mil. As cifras são mantidas por organizações de assistência a vítimas.

Além disso, autoridades têm monitorado ataques a memoriais. Em Kiel, na Alemanha, uma investigação apura danos a um memorial diante de uma antiga sinagoga, após vandalismo durante o fim de semana. Flores e velas foram danificadas.

A cobertura aponta para a necessidade de “cidadania civil” e defesa da democracia diante de crescentes movimentos que desafiam a memória histórica. A comunidade judaica mundial reforça a importância de preservar a memória das vítimas.

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