- Em 2026, os eleitores vão escolher secretários de estado, cargos que podem influenciar a condução das eleições de 2028.
- Nevada, Arizona e Michigan aparecem como estados-pivô, com reeleições de Fontes (Arizona) e Aguilar (Nevada) em foco.
- O tema ganhou importância após 2022, quando candidatos que negaram resultados venceram em algumas disputas; o papel do secretário de estado é decisivo na certidão de eleições.
- O Departamento de Justiça processa 22 estados que se recusaram a entregar listas de eleitores, em busca de um arquivo nacional de registro de eleitores.
- O grupo Democrata planeja gastar cerca de US$ 40 milhões para defender vagas e tentar ampliar assentos em estados-chave.
Em 2026, eleições para secretários de estado devem ganhar destaque, pois o resultado pode influenciar as regras e a condução de futuras disputas presidenciais de 2028. O foco está nos estados-pivô, incluindo Nevada, Arizona e Michigan, onde há reeleições previstas.
Secretários de estado atuam como principais responsáveis pela organização das eleições e pela certificação de resultados. Em anos recentes, esses cargos passaram a ter papel central na integridade do processo eleitoral, com debates sobre o uso de listas de votação e verificação de registros.
O contexto atual reúne tensões entre ataques do governo federal e disputas eleitorais estaduais. O Departamento de Justiça processa 22 estados por recusa em fornecer listas de eleitores com dados sensíveis, em meio a uma pressão para criar um arquivo nacional de eleitores.
Entre os protagonistas, os democratas mobilizam recursos para manter ou ampliar vitórias nesses cargos. A expectativa é de desembolso próximo de 40 milhões de dólares para apoiar candidaturas de secretários de estado competitivos, sobretudo nos estados de Nevada, Arizona e Michigan.
Do lado republicano, o movimento para manter o controle nesses cargos é intenso, com a necessidade de ampliar a presença em estados onde a gestão das eleições está em disputa. A ausência de respostas de alguns comitês estaduais indica preparação para um terreno eleitoral mais sujeito a controvérsias.
Nomes já em evidência incluem Adrián Fontes, secretário de Arizona reeleito em 2022, que reforça a importância de defender a democracia e a transferência pacífica de poder. Outro nome é Cisco Aguilar, secretário de Nevada, que preside a Associação Democrata de secretários de estado e lidera iniciativas para eleger mais titulares em 2026.
Fontes ressalta que a pressão de opositores e denúnias de desinformação podem aumentar, especialmente com o cenário nacional envolvendo o governo federal e o judiciário. Aguilar enfatiza que a eleição de 2026 envolve riscos internos, não apenas a atuação externa.
Segundo analistas, a dinâmica das secretarias de estado se tornou mais complexa diante de um ambiente federal ativo na fiscalização de cadastros eleitorais. A atuação dessas autoridades pode moldar a confiabilidade do processo em eleições nacionais de 2028.
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