- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu aos deputados apoio a Shmyhal, ex-primeiro-ministro, como novo ministro da energia, destacando a importância da experiência dele para a estabilidade do setor diante dos ataques russos.
- Shmyhal, 50 anos, foi o mais longevo primeiro-ministro da Ucrânia, entre 2020 e julho de 2025, e, desde então, atua como ministro da defesa.
- Zelenskiy divulgou uma foto do encontro com Shmyhal no gabinete presidencial para comunicar a nomeação.
- A Ucrânia enfrenta ataques contínuos à infraestrutura de energia por drones e mísseis russos, gerando longos apagões neste inverno.
- A nomeação ocorre durante uma ampla reformulação de setores-chave de defesa e segurança, após um escândalo de corrupção no setor de energia; o parlamento precisa aprovar as nomeações.
Zelenskiy propõe o ex-primeiro-ministro Shmyhal para chefiar o ministério da Energia, argumentando que a experiência dele é essencial para manter a estabilidade do setor elétrico diante dos ataques russos. O chefe de Estado pediu apoio dos parlamentares.
Shmyhal, hoje com 50 anos, é visto por analistas como um dos reformadores mais experientes do governo ucraniano, capaz de sustentar a estabilidade econômica e a eficiência administrativa desde a invasão russa em 2022. Ele já ocupou o cargo de primeiro-ministro de 2020 a 2025, antes de tornar-se ministro da defesa.
A nomeação ocorre em meio a uma ampla reformulação do setor de defesa e de segurança, anunciada por Zelenskiy. O mandatário também nomeou Kyrylo Budanov para a chefia de gabinete, entre outras mudanças, após um escândalo de corrupção no setor energético que provocou crises políticas.
O contexto inclui intensificação dos ataques russos a infraestrutura energética e cortes de energia durante o inverno. Parlamentares ucranianos devem aprovar as nomeações de Shmyhal e de outros ministros, em meio a contatos com aliados ocidentais sobre garantias de segurança e recuperação econômica.
Enquanto isso, negociadores ucranianos buscam garantias de segurança com os Estados Unidos e a União Europeia, em meio a discussões sobre um acordo para encerrar o conflito. Conselheiros nacionais de segurança de 18 países estiveram reunidos em Kiev recentemente para discutir esses temas.
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