- Grupo de deputadas de diversos partidos assinou um pedido para que sejam construídos mais lavabos femininos no prédio do Parlamento; 58 parlamentares apoiam a iniciativa, o equivalente a cerca de 80%.
- A primeira ministra Sanae Takaichi deu apoio à medida, apesar de ser associada a posições conservadoras e a críticas sobre a sensibilidade a pautas femininas.
- No momento, existem 22 retretes para mulheres e 67 para homens no edifício do Parlamento, e a escassez provoca filas e atrasa as deliberações da Câmara Baixa.
- O pedido, apresentado em doze de dezembro ao presidente do Comitê de Normativas e Administração, defende a ampliação das facilidades femininas o quanto antes, dentro do ano fiscal de 2026.
- Em outubro de 2024 foram eleitas quarenta e três novas deputadas, totalizando 73 mulheres entre os 465 assentos, ultrapassando o recorde anterior de 54 mulheres em 2009.
Um grupo de parlamentares japonesas de diferentes partidos pediu a construção de mais lavabos femininos no edifício do Parlamento. A iniciativa recebeu o apoio da primeira-ministra Sanae Takaichi, segundo reportagem publicada, para reduzir a fila de banheiros e evitar atrasos nas sessões da Câmara Baixa.
A mobilização ganhou força após as eleições de outubro de 2024, quando 73 mulheres passaram a compor a Câmara Baixa, em um total de 465 cadeiras. O aumento é o maior desde 2009 e ampliou o desafio de infraestrutura para atender as deputadas.
Atualmente, o Parlamento funciona com 22 lavabos femininos e 67 masculinos, em uma construção inaugurada em 1936. Próximo à sala de sessões, resta apenas um banheiro com dois vasos, gerando filas que impactam a participação das parlamentares.
A petição foi apresentada em 12 de dezembro ao presidente do Comitê de Normativas e Administração, Yasuichi Hamada. O documento aponta que a congestão e os tempos de espera podem influenciar o andamento das sessões e o desempenho das funções oficiais, pedindo a expansão até o fim do ano fiscal de 2026.
Apoiada por 58 deputadas, a proposta representa cerca de 80% do total de parlamentares que subscrevem a iniciativa. A atuação de Takaichi, líder do Partido Liberal Democrata, contrasta com críticas acerca de uma agenda mais conservadora e com histórico de pouca empatia com demandas femininas.
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