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Proibição de ajuda em Gaza por Israel terá consequências catastróficas, dizem especialistas

Banimento de ONGs em Gaza pode provocar catástrofe humanitária e colocar vidas em risco imediato, conforme especialistas e diplomatas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A Palestinian woman arrives with a child at the Médecins Sans Frontières clinic, in al-Rimal neighborhood of Gaza City on 31 December 2025.
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  • Israel informou a 37 ONGs em Gaza que devem cessar operações em 60 dias, a menos que atendam novas regras, incluindo divulgação de dados do staff.
  • As autoridades argumentam que as medidas ajudam a evitar ligação de equipes com extremistas e impedem uso indevido de ajuda pelo Hamas.
  • Organizações humanitárias dizem que o banimento terá consequências catastróficas e poderá colocar vidas de palestinos em risco iminente.
  • A ONU e várias fontes alertam que a decisão pode paralisar grande parte das atividades humanitárias na região, agravando a crise já existente.
  • Países e agências internacionais criticam a norma de registro, enquanto alguns órgãos afirmam que as ONGs afetadas prestam serviços contratas pela ONU, complicando a avaliação do impacto.

Israel aprovou a suspensão de 37 ONGs que atuam em Gaza, sob a alegação de necessidade de controle de pessoal ligado a grupos extremistas. A medida, anunciada pela pasta das Relações com a Diáspora na terça-feira, exige que as organizações cessem operações em 60 dias caso não cumpram novas regras rigorosas de divulgação de dados dos funcionários.

Segundo o ministério, as regras visam evitar que a ajuda seja explorada pelo Hamas ou por pessoas associadas a grupos armados. As autoridades dizem que a fiscalização é necessária para impedir que colaboradores tenham vínculos com organizações extremistas. As ONGs contestam essas alegações.

Organizações humanitárias afirmam que a maioria dos atores afetados não presta serviços diretamente, mas atua em contratos com a ONU para clínicas básicas, triagem de malnutrição, higiene e abrigo. Elas destacam que a suspensão pode dificultar o funcionamento de serviços essenciais na região.

Diversas vozes internacionais já criticaram a medida. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos chamou a decisão de inadequada, alertando para o agravamento da crise humanitária em Gaza. A União Europeia também expressou preocupações sobre a forma como a lei de registro é aplicada.

Entre as agências afetadas está Médicos Sem Fronteiras (MSF), que nega qualquer vínculo com Hamas ou com grupos ligados. A organização afirma que jamais contrataria pessoas envolvidas em atividades militares. A Norwegian Refugee Council também disse que não conseguirá atender aos novos requisitos.

Alguns executivos de ONGs disseram que podem buscar alternativas para mitigar os impactos, mas ressaltaram a urgência de assistência humanitária. Em Gaza, tempestades recentes destruíram abrigos de emergência, e o custo de alimentos e água limpa segue elevado.

Em um contexto de cessar-fogo fragilizado, a medida ocorre após restrições anteriores a entidades de ajuda, incluindo ações ligadas à Unrwa. Autoridades israelenses sustentam que a nova lei de registro é essencial para manter a segurança e a integridade da ajuda humanitária na região.

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