- Os Estados Unidos comprometeram 2 bilhões de dólares para assistência humanitária em mais de uma dúzia de países no próximo ano, via um novo modelo de entrega coordenado pela ONU.
- O pacote será gerido pela Oficina de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização das Nações Unidas e inclui 17 memorandos de entendimento com países prioritários.
- Gaza não está incluída neste anúncio e será tratada em uma etapa separada; outros doadores devem ser mobilizados para esse canal.
- Ucrânia, República Democrática do Congo, Nigéria e Sudão estão entre os países cobertos; Yemen, Afeganistão e Gaza ficam fora do novo mecanismo.
- O foco é em assistência de sobrevivência; ações climáticas e outras prioritárias não serão financiadas neste mecanismo, que acompanha uma queda nas contribuições dos EUA à ONU em 2025.
O governo dos Estados Unidos anunciou um aporte de 2 bilhões de dólares para assistência humanitária em mais de uma dúzia de países no próximo ano. O objetivo é usar um novo modelo de entrega para reduzir gargalos e ampliar a responsabilização, após cortes relevantes de ajuda durante a gestão anterior.
A quantia será gerida pelo Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), segundo o Departamento de Estado. A iniciativa é apresentada como um marco na cooperação entre Washington e a ONU para ampliar a eficiência na canalização de recursos.
Contexto financeiro e alcance parcial
Dados da ONU indicam que as contribuições humanitárias dos EUA para a agência recuaram a 3,38 bilhões de dólares em 2025, cerca de 14,8% do total global. O aporte de 2024 foi significativamente mais alto.
Um total de 17 memorandos de entendimento será assinado com países prioritários identificados pelos EUA, informou o Departamento de Estado em Genebra. Acordos definem critérios de uso dos recursos.
Países cobertos e exceções
Alguns alvos prioritários da ONU, como Iêmen, Afeganistão e Gaza, não receberão financiamento pelo novo mecanismo. A ONU buscará apoio de outros doadores para sustentar esses casos, segundo autoridades presentes.
Os compromissos incluem recursos para Ucrânia, República Democrática do Congo, Nigéria e Sudão entre os contemplados no pacote anunciado. Gaza ficará fora do pacote principal e será tratado em uma linha de atuação separada.
Gaza e o segundo estágio do acordo
O governo americano autorizou mais de 300 milhões de dólares após facilitar um cessar-fogo que abriu espaço para as agências da ONU. Donos de recursos deverão contribuir para um mecanismo conjunto em uma segunda fase dedicado a Gaza.
Gestores humanos afirmaram que o financiamento terá exigências específicas sobre países e tipos de trabalho, mantendo, porém, ações de ajuda essencial para salvar vidas, com menor enfoque em projetos ligados a climáticas ou não prioritários.
Perspectivas futuras
Segundo autoridades, o foco permanece na ação humanitária imediata e na neutralidade e independência das operações. O objetivo é ampliar a cobertura de necessidades críticas sem comprometer princípios de assistência.
A UNB e o governo dos EUA aguardam a participação de mais doadores para fortalecer o mecanismo de financiamento compartilhado, conforme avanços do acordo em fases. O conjunto de ações busca ampliar o alcance global de ajuda humanitária.
Entre na conversa da comunidade