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Vítimas do escândalo dos Correios rejeitam planos de exposição em museu

Vítimas do escândalo Horizon rejeitam a exposição no Postal Museum, qualificando-a de manobra de relações públicas e temendo explorar a memória das vítimas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
The daughter of a wrongly convicted post office operator said she had been ‘deeply traumatised’ and felt ‘coerced’ by a meeting to discuss the idea.
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  • Vítimas do escândalo Horizon do Post Office rejeitaram uma exposição no Postal Museum, considerando-a uma manobra de relações públicas e não apoiando a iniciativa.
  • O inquérito sobre as condenações injustas trabalha com o Postal Museum como parte de um projeto de legado para registrar o impacto do caso.
  • Diversas pessoas envolvidas afirmam ter ficado traumáticas e sentido coerção em uma reunião para discutir a exposição; há desconfiança pela participação do museu, que recebe parte de financiamento do Post Office.
  • A diretora-executiva do Postal Museum afirma que é importante que os afetados contem suas histórias de modo que sejam preservadas, com esforço para envolvê-los conforme seus desejos.
  • Algumas vítimas destacam que a visita ao museu pode reavivar lembranças dolorosas, questionando a ideia de “celebrar” a empresa em um espaço próximo à sede do Post Office.

O projeto de legado da investigação sobre o escândalo Horizon envolve a possibilidade de uma exposição no Postal Museum, mas as vítimas e famílias associadas não endossam a iniciativa. A ideia foi anunciada pela própria comissão de apuração, que trabalha em parceria com o museu para marcar o impacto devastador do caso.

Elas acompanharam discussões com um grupo de foco de operadores dos Correios, mas afirmam não reconhecer o projeto como representa suas experiências. A participação do Postal Museum também é questionada devido ao financiamento parcial pela própria instituição, vinculada ao serviço postal.

Entre as participantes destacam-se familiares de operadores injustamente condenados. Katie Burrows, filha de Elaine Hood, descreveu a reunião como traumática e afirmou sentir-se coagida, entendendo o encontro como um movimento de relações públicas. Nichola Arch também participou, destacando que a parceria não inspira confiança.

Alistair Brown relembrou o receio de suas familiares de serem associadas a um local visto como muito próximo da sede dos Correios, em Mount Pleasant. O neto de uma condenada, Betty, completou que o ambiente da exposição pode remeter a uma prisão, o que afasta o consenso entre as famílias.

Segundo a assessoria da investigação, o envolvimento com o museu surgiu a partir de um diálogo com o grupo de foco, como parte do projeto de legado. A ideia é permitir que as pessoas afetadas contem suas histórias de modo sensível e duradouro, segundo a instituição.

A CEO do Postal Museum afirmou que é essencial que as vozes impactadas possam narrar suas trajetórias em seus próprios termos e que a parceria busque reconhecimento e cuidado ao longo do tempo. Ainda assim, a construção de confiança é vista como processo gradual.

Burrows, fundadora da instituição Lost Chances, afirmou que a participação em visitas ao museu para discutir a exposição soou como uma traição aos afetados. Segundo ela, houve alerta de advogados de que a participação não representava apoio formal à parceria.

Brown ressaltou que as propostas para marcar o legado não haviam sido sugeridas pelos representantes dos subpostais, mas emergiram da própria investigação. Em meio ao debate, Burrows relatou ter passado por um ataque de ansiedade no museu e também mencionou fotos de brinquedos com temática do Postal como gatilho emocional.

Outra operadora, Tracey Merritt, apontou que não havia menção suficiente aos operadores no museu até o momento, defendendo que não é justo celebrar a empresa sem reconhecer o que ocorreu com as famílias. O tema permanece sob avaliação dentro do processo de legado da investigação.

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