- O grupo M23 lançou nova ofensiva no leste da República Democrática do Congo, tomou a cidade estratégica de Uvira e provocou deslocamentos de civis, em meio a um acordo de paz dos EUA que não inclui o M23.
- O presidente dos Estados Unidos havia elogiado o acordo “histórico” para endereçar minerais críticos e segurança, mas milhares de pessoas já haviam fugido e a ofensiva de M23 continua.
- O acordo, assinado pelo governo congolês e por Ruanda com mediadores dos EUA, prevê investimentos privados em minerais, enquanto o M23 mantém governo paralelo e cobra impostos de mineração, como no rubaya, importante produtor de coltan.
- Em Benim, houve uma tentativa de golpe militar, com prisões de militares e resposta da ECOWAS; o presidente Patrice Talon enfrenta questionamentos sobre o ritmo de seu mandato e a nova estrutura institucional do país.
- Debates sobre repatriação de artefatos ganham força, com o Egito pedindo a devolução da Pedra de Roseta ao britânico; a discussão envolve museus e políticas de restituir patrimônios históricos.
O conflito no leste da República Democrática do Congo ganhou novo impulso com uma ofensiva do grupo M23, que atingiu a província de South Kivu e tomou a cidade estratégica de Uvira, próximo à fronteira com Burundi. A ofensiva ocorre dias após a assinatura de um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos, que não incluiu o M23 no processo. Autoridades regionais relatam deslocamentos significativos de civis e intensificação da violência.
O acordo assinado em Washington envolve acordos para exploração de minerais críticos e investimentos privados, com promessas de suporte de segurança. Autoridades congolesas afirmam que a implementação é crucial para estabilizar a região, mas especialistas destacam que a presença e a força do M23 representam entrave importante ao cumprimento do acordo. Observadores apontam que o grupo opera com maior autonomia militar.
Cenário de segurança e deslocamentos
Estimativas apontam que centenas de milhares de pessoas foram deslocadas recentemente pela violência no leste da RDC, somando-se aos milhões já deslocados ao longo de décadas de conflito. O M23 mantém presença em áreas de mineração, como Rubaya, onde exerce controle de impostos sobre operações de extração de minerais.
Repercussões políticas e internacionais
Paralelamente, Benin enfrenta uma tentativa de golpe, com prisões de militares e resposta de ECOWAS com envio de tropas. Nos EUA, foram impostas novas restrições de visto após incidentes de violência, ampliando o recorte de países restritos. A pauta também envolve discussões sobre restituição de artefatos, com a Rosetta Stone no centro de debates entre Egito e museus europeus.
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