- DTV+ é a evolução da TV 3.0, oferecendo imagem em 4K (com possibilidade de 8K) e som imersivo, com canais que funcionam como aplicativos.
- A mudança está em fase experimental no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, com expansão nacional prevista para levar cerca de quinze anos.
- Para acessar a DTV+ é necessário um kit com conversor, antena e controle remoto; no começo haverá convivência entre as tecnologias antiga e nova.
- A tecnologia recomendada de transmissão é a ATSC 3.0; não é obrigatório estar conectado à internet para usar as vantagens, mas a internet amplia interatividade e personalização.
- No futuro, televisores já poderão vir com suporte à DTV+ sem necessidade de conversor, conforme avanços da indústria.
A DTV+ chega ao Brasil em fase experimental, iniciando uma nova era para a televisão. A mudança completa, prevista para ocorrer em 15 anos, começa com testes no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A proposta é oferecer imagem em 4K (com potencial para 8K) e som imersivo, além de interatividade.
Para acessar a novidade, o usuário precisa de um kit composto por conversor, antena e controle remoto. A tecnologia funciona com a transmissão ATSC 3.0, considerada uma das mais avançadas do mundo, segundo autoridades do setor. A mudança não depende exclusivamente de internet, mantendo a experiência mesmo sem conexão.
A TV 3.0 passa a ser conhecida oficialmente como Digital Television+ (DTV+), em referência à evolução da televisão aberta. A nomenclatura foi anunciada pelo Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, em agosto de 2024.
O que muda e quem está envolvido
- Imagem: conteúdos da TV aberta com qualidade superior, incluindo 4K e possibilidade de 8K.
- Canais como aplicativos: emissoras passam a funcionar de modo similar a apps, facilitando a navegação.
- Som: experiência sonora com qualidade de cinema, ampliando o realismo do conteúdo.
- Publicidade: anúncios mais segmentados, com possibilidade de personalização.
- Interatividade: votos em enquetes e compras de produtos exibidos ao vivo.
Especialistas destacam que, ao conectar a televisão à internet, a experiência fica ainda mais rica, com maior personalização. Contudo, a conectividade não é obrigatória para usufruir das melhorias básicas.
Cronograma e transição
A migração será gradual e iniciará nas principais capitais, para ajuste da indústria e substituição de equipamentos ao longo do tempo. Os televisores do futuro deverão vir com suporte embutido, reduzindo a necessidade de conversores.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, reiterou que não haverá necessidade de troca imediata de aparelhos. O período de convivência entre a TV digital atual e a DTV+ é parte do planejamento, com avaliação de prazos conforme evolução tecnológica.
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