- O Tribunal local de Downing Centre negou o pedido de suspensão para divulgar os nomes de familiares de Naveed Akram, após defesa de meios de comunicação.
- A suspensão de quarenta anos foi encerrada; a ordem provisória que proibía publicar nomes e endereços da mãe, do irmão e da irmã foi mantida apenas até então.
- O juiz Hugh Donnelly disse que o pedido não atingiu o limiar de circunstâncias excepcionais e não seria eficaz, especialmente porque informações já circulavam amplamente nas redes sociais.
- Não se espera que o irmão ou a irmã sejam testemunhas; o relatório sobre o caso deve, portanto, não identificá-los por terem pouca relevância para o processo.
- Naveed Akram, de 24 anos, é acusado de cinquenta e nove crimes, incluindo quinze homicídios, além de uma suposta participação em ato terrorista ligado ao Islã; o pai, Sajid Akram, foi morto pela polícia durante o ocorrido.
O Tribunal local de Downing Centre negou o pedido de suspensão de divulgação dos nomes e endereços de familiares do suspeito do ataque de Bondi. A decisão veio após a atuação conjunta de veículos de mídia que contestaram a medida, alegando que não haveria necessidade de confidencialidade.
Naveed Akram, de 24 anos, apareceu por videoconferência do presídio de alta segurança de Goulburn, onde permanece custodiado. Ele é acusado de 59 delitos, incluindo 15 homicídios e um crime de ato terrorista, em conexão com o ataque ocorrido em um festival de Hanukkah na praia de Bondi em 14 de dezembro. O pai dele, Sajid Akram, de 50 anos, foi morto pela polícia no local; Naveed sobreviveu a um tiroteio com as autoridades.
A suspensão anterior, de caráter provisório, havia sido emitida em março e proibia a divulgação de nomes e endereços da mãe, do irmão e da irmã de Akram. O pedido de extensão foi rejeitado por o juiz Hugh Donnelly, que apontou que a medida não atingiria o objetivo exigido de forma excepcional e seria ineficaz, já que informações já circulavam amplamente nas redes sociais.
Donnelly também observou que o sumário de evidências ainda não havia sido apresentado, mas não era esperado que o irmão ou a irmã fossem testemunhas. Assim, afirmou, reportagens justas não precisariam mencionar esses familiares, que teriam pouca relevância para o caso.
Segundo o juiz, o estado atual das evidências indica que a mãe, a irmã e o irmão não tiveram participação nos acontecimentos. A decisão reforçou ainda que o ataque gerou interesse público significativo e intenso, mas não fundamentou a continuidade da proteção de dados para os familiares. As informações sobre a identidade dos familiares já estavam disponíveis de forma indireta em veículos de comunicação e redes sociais.
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