- Os funcionários da ABC entraram em greve por 24 horas, com a BBC World Service assumindo a transmissão de conteúdos, inclusive substituindo programas de destaque.
- As edições de televisão 7.30 e AM serão trocadas, e o ABC News Breakfast não deve ir ao ar na manhã seguinte, devido à paralisação de jornalistas, equipe de estúdio e diretores.
- Programas de rádio como Radio National Breakfast, AM, The World Today e PM ficarão fora do ar; Triple J e ABC Classic usarão música pré-programada sem apresentadores.
- O pleito envolve salários, condições de trabalho e a possibilidade de uso de bots de IA; a oferta atual é de 10% de reajuste total em três anos, rejeitada por votação de 60 a 40.
- Mais de 1.200 trabalhadores são filiados à MEAA, com a greve ocorrendo em meio a discussões sobre o processo de avaliação, progressão na carreira e folga para saúde reprodutiva.
O ABC entrará em greve por 24 horas, com a substituição de seus conteúdos por programação do BBC World Service. A paralisação atinge os principais programas de notícias, incluindo 7.30, AM e ABC News Breakfast, pela primeira vez em 20 anos. A ação é reivindicada pela categoria em protesto contra a oferta salarial e condições de trabalho, além de críticas ao uso de inteligência artificial para substituir jornalistas.
A manifestação envolve jornalistas, apresentadores, equipes de estúdio e diretores. A greve ocorre na quarta-feira, com a BBC substituindo a cobertura local em diversos horários. Em TV, o 7.30 com Sarah Ferguson será cancelado na edição vespertina e o ABC News Breakfast não vai ao ar na manhã seguinte.
Na programação de rádio, o Radio National Breakfast, AM, The World Today e PM ficarão sem transmissão, com Triple J e ABC Classic tocarem música pré-programada sem apresentadores. A direção não confirmou como ficará a grade do canal de notícias ABC News Channel.
Segundo relatos, a substituição de conteúdo também envolve o Radio National, com programação pré-gravada e simulcast da BBC World Service. Enquanto isso, Triple J deverá veicular música sem apresentadores, mantendo o ritmo de programação musical.
As negociações envolveram o sindicato MEAA, que representa jornalistas, e o CPSU, que representa trabalhadores de tecnologia e sistemas de controle. O MEAA afirma que mais de 1.200 funcionários são filiados, parte de um total de cerca de 4,5 mil pessoas na empresa. O anúncio aponta rejeição de uma proposta salarial de 10% no total em três anos.
A administração do ABC, liderada pelo diretor Hugh Marks, sustenta que a proposta revisada equilibra as necessidades de funcionários e público, argumentando que uma oferta maior colocaria em risco conteúdos e serviços. A instituição pediu mediação à Fair Work Commission para auxiliar no processo de negociação após a votação contrária de 60 a 40%.
A medida de proteção para a transmissão de emergência permanece prevista, já que o país encara o impacto contínuo de eventos climáticos recentes. Em meio à greve, a equipe de notícias e rádio planeja uma grade com misturas de conteúdo syndicado, gravado e programação local, com variações entre estados e territórios.
A direção da ABC ainda não confirmou as estratégias detalhadas para a grade durante o intervalo de 24 horas de greve. Em comunicado, os dirigentes reiteraram o compromisso com a imparcialidade e com as políticas editoriais, ressaltando que o conteúdo da emissora segue sob avaliação conforme o desdobramento das negociações.
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