- A Charity Commission nomeou um gestor interino para administrar a William Blake House, em Northamptonshire, que está sob investigação após famílias de residentes levantarem preocupações sobre a gestão e pagamentos de £1 milhão a um trustee.
- A instituição pode enfrentar insolvência em três semanas caso não consiga evitar uma ordem de liquidação movida pela autoridade tributária por £1,6 milhão em impostos não pagos.
- A intervenção substitui o atual conselho de curadores e é vista como vitória de um grupo de famílias, que pressionava por mudanças após perceber a situação financeira da instituição no ano passado.
- Os moradores são adultos com deficiência de aprendizagem profunda e complexa, com necessidade de apoio 24 horas, e a casa pratica uma abordagem terapêutica baseada nos ensinamentos de Rudolf Steiner.
- As famílias propõem criar uma empresa sem fins lucrativos para gerir a casa, enquanto a Comunidade está a discutir com o HM Revenue & Customs (HMRC) a possibilidade de adiar a liquidação.
A Charity Commission assumiu a gestão provisória do William Blake House, casa de cuidados para adultos com deficiência intelectual em Northamptonshire, após investigações sobre sua gestão. A instituição enfrenta possível insolvência em três semanas, caso não contorne uma ordem de liquidação por parte da HMRC, que soma £1,6 milhão em dívidas fiscais.
A intervenção coloca o atual conselho de diretores de fora e nomeia um gerente interino para conduzir a operação. A medida atende a riscos graves para as finanças, ativos, serviços e reputação da instituição, segundo a Comissão.
Entre os envolvidos estão o gerente interino, os dois atuais diretores — Bushra Hamid e Paula Allen — e as famílias dos residentes, que pressionaram por mudanças após descobertas sobre a situação financeira no último ano. As famílias afirmam buscar a continuidade do espaço como um “lar para a vida” e o funcionamento terapêutico inspirado pelos ensinamentos de Rudolf Steiner.
Propostas de gestão futura
As famílias destacam a possibilidade de criar uma empresa sem fins lucrativos para administrar o William Blake House, mantendo o cuidado prestado aos 22 residentes. Em reunião com a HMRC, esperada para a próxima semana, discutem adiamento da ordem de liquidação para viabilizar a transição.
Organizações políticas também acompanham o caso. Uma carta de 9 deputados, organizada pela parlamentar local do Partido Conservador, sugere que a transição com participação das famílias possa oferecer viabilidade a longo prazo. O grupo requer clareza sobre o plano de continuidade.
A diretoria atual, segundo o chair, afirma que ambos os diretores permanecerão durante a fase de transição, e que a intervenção da Charity Commission é necessária para avançar os interesses da organização e de sua missão. O hospital depende de cerca de £3 milhões anuais de financiamento público entre governos locais e NHS.
O caso envolve ainda acusações públicas sobre empréstimos entre partes vinculadas e pagamentos de até £1 milhão a uma empresa de propriedade do presidente da organização, em anos recentes. A instituição afirmou que os custos com pessoal temporário contribuíram para os desafios financeiros, além de contratos com tarifas abaixo da inflação.
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