- O Ministério da Saúde realizou, em Brasília, solenidade em 12 de março para celebrar 25 anos da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados.
- A política criou o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN) e estruturou o SUS com base na doação voluntária e não remunerada.
- O ministro Alexandre Padilha destacou a trajetória histórica da política e a defesa da saúde pública, enfatizando o desafio da autossuficiência em hemoderivados.
- O fortalecimento da hemorrede e a produção nacional de hemoderivados foram apontados como passos centrais para ampliar autonomia e segurança do SUS.
- Hemocentros não apenas coletam e processam sangue, mas também atuam no diagnóstico e acompanhamento de doenças hematológicas, fortalecendo o cuidado especializado.
O Ministério da Saúde realizou, nesta quinta-feira (12), em Brasília, uma solenidade para marcar os 25 anos da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados. O evento reuniu gestores, especialistas e representantes da Hemorrede Pública Nacional, no âmbito do SUS.
A política instituiu o SINASAN e consolidou um modelo público, universal e baseado na doação voluntária e não remunerada de sangue. A cerimônia enfatizou a estruturação da rede e o papel do SUS na defesa da saúde pública em um país de dimensões continentais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância histórica da política para a construção do SUS e para a segurança sanitária. Ele ressaltou a transição de um sistema com controle frágil para uma rede pública capaz de regular, distribuir e garantir acesso em todo o território.
Além disso, Padilha enfatizou o fortalecimento da hemorrede e a construção de autossuficiência na produção de hemoderivados, como etapas-chave para a autonomia do setor. A gestão do SUS é apontada como central para manter a rede integrada, com qualidade e cobertura nacional.
Também estiveram presentes o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, e a coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério, Luciana Maria de Barros Carlos, além de representantes da Fiocruz, da Opas e da Anvisa. A participação reforçou a parceria entre órgãos para ampliar a segurança transfusional e a organização da produção de insumos.
Ao longo de 25 anos, a Política Nacional de Sangue organizou a hemorrede pública, definiu normas de segurança transfusional e apoiou áreas como urgência, oncologia, hematologia e atenção materno-infantil. O SINASAN é apresentado como modelo federativo que conecta hemocentros, serviços e gestores para atendimento seguro.
Segundo a coordenação, o sistema brasileiro, baseado na doação voluntária, consolidou um cuidado universal no SUS e se mantém essencial para o funcionamento da rede de saúde, assegurando diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças hematológicas. Fortalecer essa rede é visto como fortalecer o cuidado especializado da população.
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