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Meta é acusada de expor nudez e dados de usuários em vídeos de óculos

Processo nos EUA acusa Meta de expor usuários ao liberar acesso de terceiros a imagens captadas pelos óculos Ray-Ban Meta, incluindo momentos íntimos

Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Barria
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  • A Meta é processada na Califórnia por suposta exposição de pessoas em situações íntimas ao liberar o acesso de trabalhadores terceirizados a imagens captadas pelos óculos Ray-Ban Meta.
  • Os registros teriam mostrado pessoas no banheiro, em atividades sexuais e até dados bancários e mensagens privadas.
  • Trabalhadores da Sama, empresa terceirizada do Quênia, analisam as imagens para treinar a inteligência artificial da Meta, segundo reportagens da imprensa sueca.
  • A ação foi aberta na quarta-feira, quatro, após a divulgação de relatos sobre a rotina dos anotadores de dados.
  • A Meta afirma seguir seus termos de serviço e que as imagens são borradas antes da revisão; fontes ouvidas apontam que o filtro nem sempre funciona, permitindo ver o rosto das pessoas.

A Meta está sendo processada na Califórnia por supostamente expor pessoas em situações íntimas ao liberar o acesso de funcionários terceirizados a imagens capturadas por seus óculos inteligentes Ray-Ban Meta. A ação foi aberta nesta quarta-feira, 4, sob alegações de propaganda enganosa e violação de privacidade.

Relatórios de uma empresa terceirizada, a Sama, com base no Quênia, indicam que analistas revisam registros para treinar a inteligência artificial da Meta. Eles descrevem imagens para a IA identificar itens simples, mas também trabalham com cenas privadas.

Segundo a ação, as imagens incluem pessoas no banheiro, momentos de intimidade, além de dados bancários e mensagens privadas. Registros foram obtidos por trabalhadores que atuam como anotadores de dados.

O que a Meta diz

A empresa reconhece que terceiros podem ver registros feitos com os óculos, conforme seus termos de uso. Ela afirma que as imagens são borradas antes da revisão para proteger a privacidade, mas há relatos de filtros que não funcionam sempre.

A Meta sustenta que os óculos não gravam em contínuo e que há um acionamento por botão ou comando de voz. A ação também aponta propaganda de privacidade, alegando que o produto garantia controle sobre dados, o que a defesa contesta.

Repercussões regulatórias

O ICO, órgão regulador de dados do Reino Unido, informou que pode solicitar mais informações à Meta. A autoridade pediu transparência sobre quais dados são coletados e como são usados em dispositivos que processam dados pessoais.

Fontes suecas descrevem a prática de anotação de dados como sensível, destacando que alguns vídeos expõem rostos e situações privadas. A imprensa local destaca a presença de trabalhadores que atuam no treinamento de IA.

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