- O Louvre vive um ano complicado, com vazamentos, greves e críticas a um plano de renovação de mais de € 1 bilhão.
- Laurence des Cars renunciou à presidência do museu, após uma sequência de problemas que incluíram um grande assalto ao acervo.
- O projeto New Renaissance prevê reformas estruturais, melhorias para visitantes e a criação de uma sala própria para o retrato de Leonardo da Vinci, a Mona Lisa, com acesso independente.
- Críticos e o Box de Auditoria do Estado questionam o custo e a prioridade do plano frente a necessidades urgentes de reparo, segurança e manutenção.
- O financiamento depende de fontes como licenciamentos em Abu Dabi, doações internacionais e receitas de bilheteria, enquanto o novo diretor Christophe Leribault assume com a tarefa de estabilizar a instituição.
O Louvre enfrenta um 2025 marcado por problemas de segurança, falhas estruturais e críticas a um projeto de renovação avaliado em mais de 1 bilhão de euros. A direção já deixou claro que a instituição precisa de reparos urgentes e de uma gestão mais estável. A saída de Laurence des Cars, presidente do museu, coincidiu com denúncias de má conservação, saídas de água e flutuações de temperatura que afetam obras de arte.
A gestão anterior destacou falhas no edifício, com infiltrações em áreas centrais e problemas em galerias históricas. Intervenções substituídas por paralisações de funcionários e greves. Em paralelo, a segurança foi alvo de escrutínio após um assalto notório envolvendo joias napoleônicas avaliadas em cerca de 88 milhões de euros.
Christophe Leribault assumiu a liderança interina. O objetivo oficial é reforçar a segurança, manter as coleções protegidas e avançar com transformações necessárias. A equipe do museu relata condições de trabalho insustentáveis e demanda por mais pessoal e melhores remunerações.
Planos e críticas
Entre as propostas está a criação de uma sala dedicada ao retrato de Leonardo da Vinci, com acesso independente, e a construção de novas áreas sob o Cour Carrée. Também está prevista uma nova entrada principal na Colonnade de Perrault. O custo estimado ultrapassa 1,1 bilhão de euros.
Críticos chamam o projeto de faraônico e duvidam de sua utilidade prática. A controladoria e especialistas apontam riscos financeiros e destacam a necessidade de priorizar reparos e melhorias de segurança. A depender de financiamentos, o Louvre planeja obter recursos de licenciamento de uma franquia em Abu Dhabi, além de doadores internacionais.
A situação financeira envolve ainda uma incerteza sobre o apoio de parceiros estrangeiros, com alguns doadores norte-americanos mostrando hesitação. A administração ressalta que reparos essenciais podem ocorrer com recursos existentes, porém há dúvidas sobre a viabilidade de um investimento tão amplo antes de mudanças políticas no país.
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