- Executivos da Samsung discutiram deepfakes com IA, reconhecendo o problema da erosão da realidade, mas não apresentaram novas soluções além da marca d’água, que pode ser removida.
- Won-Joon Choi, diretor de operações da divisão móvel, afirmou que é necessário equilíbrio entre realismo fotográfico e criatividade, sugerindo uma atuação em nível setorial.
- A empresa mencionou que o C2PA é falho, mas ainda oferece mecanismo para validar se imagens e vídeos foram criados por IA, destacando que é um esforço contínuo da indústria.
- Dave Das, executivo da Samsung América, disse que estão aprendendo o que é aceitável usar em anúncios com IA e que é essencial deixar claro quando o conteúdo é gerado por IA versus conteúdo natural.
- Observadores questionaram se a indústria está priorizando rhetoric em vez de ação real e levantaram o debate sobre agir coletivamente antes que a desinformação se torne irreversível, com possível impacto reputacional à Samsung.
Samsung foi o foco de um painel com quatro executivos da área de smartphones, realizado na manhã de quinta-feira. A conversa abordou o papel da IA na edição de imagens e vídeos, a percepção de realidade e as estratégias da empresa para lidar com deepfakes. A Samsung mantém posição de destaque na fabricação de celulares e câmeras, mesmo após perder o posto de maior fabricante para a Apple.
O grupo reconheceu a preocupação com a dificuldade de distinguir conteúdo real de conteúdo gerado por IA. Entrevistado, o COO da divisão móvel afirmou que a erosão da realidade é um desafio que exige solução, sem, no entanto, apresentar novidades significativas. A ética da edição de imagens e a confiabilidade de provas visuais foram temas centrais.
Os executivos defenderam uma visão de equilíbrio entre criatividade e autenticidade. A empresa ressaltou que já utiliza marcas d’água em conteúdos gerados por IA, ainda que esse recurso possa ser removido. Foi citado que a responsabilidade é compartilhada pela indústria, com a expectativa de que futuras ações ocorram em conjunto.
Desempenho e propostas da Samsung
Um dos representantes de marketing afirmou que a indústria precisa de uma solução que permita criatividade sem comprometer a veracidade. O watermark foi apresentado como um passo parcial, com metas de melhoria contínua no rastreamento de conteúdo sintético.
Outra fala destacou a necessidade de clareza sobre quando a IA entra na criação de anúncios. O executivo ressaltou que a decisão envolve o equilíbrio entre prioridades comerciais e percepção pública, mantendo o usuário no centro das escolhas.
Durante o debate, o repórter questionou se seria fácil remover a marca d’água para facilitar conteúdos festivos. O representante respondeu que, se houver demanda suficiente, a Samsung pode explorar opções adicionais para manter a autenticidade ao mesmo tempo em que atende ao desejo do consumidor.
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