- A polícia de Nottinghamshire e de Leicestershire pediram desculpas às famílias e aos sobreviventes por não agirem a tempo com um mandado de prisão emitido em setembro de 2022 contra Valdo Calocane, que depois cometeu homicídios em 2023.
- A NHS England e o NHS Trust que cuidaram de Calocane também lamentaram oportunidades perdidas no atendimento e no monitoramento dele.
- O mandado de prisão estava ligado a Calocane ter não comparecido a uma audiência no tribunal de magistrados de Nottingham, acusado de agredir um trabalhador de emergência.
- Na sequência, Calocane atacou colegas em uma fábrica em Kegworth e, no dia 13 de junho de 2023, matou dois estudantes da Universidade de Nottingham e um técnico, além de ferir outras pessoas.
- O inquérito continua avaliando atos e omissões que permitiram que Calocane ficasse livre para cometer os ataques, com representantes ressaltando falhas operacionais e de comunicação.
Foi aberta uma audiência pública para apurar falhas que permitiram que Valdo Calocane continuasse em liberdade e, subsequentemente, realizasse ataques em Nottingham e região. Dois departamentos de polícia, em Leicester e Nottingham, reconheceram oportunidades perdidas de agir com base em um mandado de prisão emitido há cerca de 10 meses, relacionado a Calocane, que sofre de esquizofrenia paranoide.
As investigações ouvidas nesta segunda sessão apontaram que o mandado foi emitido em setembro de 2022, após ele não comparecer a uma audiência na vara de Nottingham. Mesmo assim, Calocane manteve liberdade para cometer agressões em uma fábrica em Kegworth, Leicestershire, em 2023, e, em 13 de junho de 2023, matou dois estudantes da Universidade de Nottingham e um zelador, além de deixar três feridos graves.
Representantes das famílias enlutadas, de sobreviventes e de órgãos como polícia, NHS e a Universidade de Nottingham entregaram declarações ao inquérito. A defesa de Nottinghamshire Police admitiu que a decisão de não cumprir o mandado em tempo apropriado foi uma falha grave, com o reconhecimento de que isso causou sofrimento aos envolvidos. A defesa também destacou que não seria realista presumir condenação ou prisão de Calocane, dada a sua condição de saúde mental.
O advogado de parte das famílias criticou a aposta de que prender Calocane não faria diferença, afirmando que tal posição seria ofensiva e injusta com a população. Também foram discutidas falhas operacionais em Leicestershire, incluindo a não consulta de registros anteriores de Calocane no momento da visita a uma fábrica após a agressão inicial, o que teria possibilitado identificar o mandado pendente.
Defensores da família de Calocane destacaram sinais de recaída da doença cerca de um ano antes dos ataques, como a interrupção do uso de medicação antipsicótica. A avaliação é de que a alta médica em 2022 foi desastrosa e que a família não recebeu um retrato completo do estado mental dele até após os ataques de Nottingham.
As representações de pacientes sobreviventes e familiares ressaltaram o impacto duradouro dos crimes, com relatos de lesões graves e consequências de longo prazo. O inquérito continua para esclarecer as circunstâncias e responsabilidades envolvidas na cadeia de decisões que permitiram aos atos trágicos ocorrer.
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