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Saúde assina parcerias com a Índia para produzir medicamentos oncológicos no SUS

Acordos Brasil-Índia preveem transferência de tecnologia e investimentos de até R$ 10 bilhões em dez anos para produção de medicamentos oncológicos no SUS

Foto: Rafael Nascimento/MS
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  • O ministro da Saúde assinou três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo para produzir medicamentos oncológicos no SUS, durante a missão do presidente Lula na Índia.
  • Os acordos preveem transferência de tecnologia e investimento de até R$ 722 milhões no primeiro ano, podendo chegar a R$ 10 bilhões em dez anos, para pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe.
  • As PDPs envolvem laboratórios públicos brasileiros e parceiros privados indianos, com foco na internalização da produção e no fortalecimento da autonomia tecnológica.
  • O acordo ocorre no Fórum Empresarial Brasil–Índia, em Nova Delhi, e integra a estratégia de ampliar o acesso a tratamentos oncológicos no SUS.
  • A Fiocruz firmou dois Memorandos de Entendimento com Biocon Pharma e Lupin, fortalecendo cooperação em pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos para doenças raras, infecções e doenças negligenciadas.

Durante a missão à Índia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo PDPs para a produção de medicamentos oncológicos no SUS. O ato ocorreu em Nova Delhi, durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia, em 21 de fevereiro, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os acordos buscam transferir tecnologia e ampliar a fabricação local.

A produção de medicamentos contra o câncer, incluindo pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, deverá ocorrer via laboratórios públicos e parceiros privados indianos e brasileiros. O investimento estimado pelo Ministério da Saúde pode chegar a 722 milhões de reais no primeiro ano, chegando a 10 bilhões em até 10 anos, com foco na redução da dependência externa e na melhoria do abastecimento do SUS.

Padilha destacou que os acordos vão ampliar o acesso a tratamentos modernos, especialmente para câncer de mama, pele e leucemias, ao mesmo tempo em que fortalecem a produção nacional e geram empregos. A iniciativa integra a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e a transferência de tecnologia.

Ampliação da cooperação Brasil e Índia em saúde

O ministro participou da assinatura de um aditivo ao Memorando de Entendimento bilateral, ampliando por cinco anos a cooperação na área de saúde. O acordo prevê ações conjuntas em produção de medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos ativos, biofabricação, inovação produtiva, biológicos, saúde digital e inteligência artificial.

A cooperação também prevê intercâmbio técnico em oncologia, diabetes, doenças cardiovasculares e prevenção de doenças crônicas, fortalecendo políticas públicas do setor. Fiocruz assinou dois MdEs com farmacêuticas indianas para ampliar pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos estratégicos.

Um acordo envolve transferência de tecnologia com a Biocon Pharma para doenças raras, câncer e terapias imunossupressoras. Outro, com Lupin, prevê desenvolvimento conjunto e produção local voltada a doenças infecciosas negligenciadas, como tuberculose e malária, entre outras?

Fiocruz eBatimento de parcerias

As ações da Fiocruz, via o Instituto de Tecnologia em Fármacos Farmanguinhos, reforçam a estratégia de ampliar o Complexo Econômico-Industrial da Saúde. A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Priscila Ferraz, assinou os MdEs que potencializam acesso a tratamentos inovadores no SUS.

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