- A promotora de investigação parisiense apurou fraude de ingresso no Louvre, estimando prejuízo de € 10 milhões em uma década.
- Nove pessoas, entre guias e dois funcionários do museu, foram presas; um deles ficou em prisão preventiva.
- Segundo a acusação, ingressos reutilizados teriam permitido entrada de até vinte grupos diários nos últimos dez anos.
- A polícia apreendeu € 957 mil em dinheiro e € 486 mil em contas; parte dos lucros teria sido reinvestida em Dubai.
- O caso começou após uma queixa do Louvre em dezembro de dois mil e vinte e quatro; o museu também enfrenta danos recentes por vazamento de água e críticas sobre manutenção.
O Ministério Público de Paris informou na sexta-feira (13 de fevereiro) que investiga uma suposta fraude de bilhetes de cerca de €10 milhões no Louvre, ao longo de uma década. No mesmo dia, ocorreu um vazamento que danificou uma pintura do teto na galeria de pinturas italianas. Na segunda-feira (16 de fevereiro), sindicatos convocaram nova Paralisação de funcionários, ampliando a série de greves que já é a mais longa da história do museu.
Nove pessoas, incluindo guias turísticos e dois funcionários do Louvre, foram presas na terça-feira anterior, envolvendo-se com bilhetes reutilizados e falsificados. A investigação aponta que os guias utilizavam os mesmos bilhetes várias vezes para permitir a entrada de visitantes. A estimativa é de que até 20 grupos de turistas entravam por dia com bilhetes reaproveitados ao longo dos últimos 10 anos.
A polícia destacou apreensões significativas: €957 mil em dinheiro e €486 mil em contas bancárias. Parte dos lucros teriam sido reinvestidos em Dubai. A Procuradoria confirmou que a prisão ocorreu após uma denúncia do Louvre, apresentada em dezembro de 2024. O museu ainda não divulgou um posicionamento oficial, mas a operação é tratada como parte de um plano ativo contra fraudes de bilhetes.
O Louvre, que recebe até 30 mil visitantes por dia, tem focado também em desfechos administrativos. Em 2023, a revenda ilegal de passes gratuitos somou €4 milhões; em 2024, perdas adicionais de €2 milhões com dados bancários roubados e sites falsos.
Problemas de manutenção afetam o prédio
Na sexta, foi divulgada uma nova emergência: um vazamento proveniente de um tubo de aquecimento danificou uma pintura no teto da galeria de pinturas italianas. Apresentaram-se dois rasgos na obra The triumph of French painting, de 1822. A camada de tinta do teto levantou, mas outras obras da sala, incluindo trabalhos de Fra Angelico e Bernardino Luini, ficaram preservadas e a sala foi reaberta.
Esse episódio soma-se a uma série de questões estruturais no Louvre. Em novembro, um cano de aquecimento corrosivo rompeu e causou alagamento na biblioteca do Departamento Egípcio, danificando 400 documentos. A galeria de cerâmicas gregas, com dez salas, permanece fechada por risco de desabamento das vigas do teto.
Sindicatos acusam a direção de negligência com falhas técnicas e o estado do edifício. Eles também questionam o avanço de um ambicioso projeto de modernização, que envolve uma nova entrada e um complexo subterrâneo ligado à Monalisa, defendendo foco em manutenção e restauração.
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