- O Clero da Igreja da Inglaterra no guia para promover antirracismo em sermões recebe £730.000 em financiamento para o projeto de três anos de Prioridade da Justiça Racial (RJP) na Diocese de Londres.
- O objetivo é aumentar a inclusão em mais de 400 paróquias e 18 bairros ao norte do Tâmisa, com ações como treinos de viés inconsciente e promoção de diversidade na liderança.
- O dinheiro será usado em iniciativas educacionais em igrejas e escolas da Corde de Londres, incluindo atividades sobre a ligação de igrejas com a escravatura transatlântica.
- Também está previsto apoiar refugiados e requerentes de asilo, além de promover a diversidade em estruturas de liderança.
- A iniciativa ocorre à parte do compromisso de £ 100 milhões do Spire, e é visto como um marco de intenção da igreja diante de críticas sobre a realocação de recursos.
O clero da Igreja da Inglaterra em Londres será incentivado a promover antirracismo nos sermões. A iniciativa faz parte de um financiamento de centenas de milhares de libras para ampliar ações de inclusão na diocese londrina, que abrange mais de 400 paróquias e 18 boroughs ao norte do Támini.
O dinheiro, de 730 mil libras, é destinado ao Racial Justice Priority (RJP), projeto de três anos que busca ampliar o compromisso da diocese com a justiça racial. O aporte é feito pelos Church Commissioners, órgão gestor dos ativos da Igreja da Inglaterra.
O RJP não está relacionado ao fundo de 100 milhões de libras já anunciado pela Igreja para o Project Spire, destinado a criar um “fundo de cura, reparação e justiça” ligado à história do tráfico de escravos. A diferença entre os valores ajuda a entender as prioridades atuais.
O bispo de Edmonton e líder da Igreja na Diocese de Londres para a justiça racial, Anderson Jeremiah, afirmou que comunidades diversas refletem a herança da Igreja pela presença atlântica e colonial. A meta é promover um senso de pertencimento para todos.
Segundo a diocese, o RJP financiará iniciativas educativas em igrejas e escolas anglicanas sobre as ligações entre igrejas e a escravatura transatlântica. Projetos também apoiarão refugiados e solicitantes de asilo, com metas de diversidade em lideranças.
Treinamentos sobre vieses inconscientes para conselhos paroquiais serão oferecidos de forma teologicamente fundamentada, conforme a líder do RJP na diocese, Lisa Adjei. Além disso, a organização enfatiza respeito à autonomia das paróquias.
Insiders ressaltam que o RJP pretende fortalecer a coesão comunitária, mantendo o espaço de cada paróquia, ao mesmo tempo em que avança questões de justiça social. O histórico documento From Lament to Action orienta mudanças culturais urgentes.
A diocese aponta áreas-chave de atuação, entre elas educação antirracista, representação estrutural, governança e defesa pública. A iniciativa também pretende ampliar a voz da Igreja em temas como segurança de jovens, desigualdades estruturais e migração.
Na Universidade de Canterbury, Sarah Mullally, a nova archiepiscopa, defendeu o Project Spire como parte de uma resposta à necessidade de reconciliação e esperança, reiterando que o apoio às paróquias segue firme. A igreja continua a ampliar investimentos em ministérios locais.
Jeremiah afirmou que o RJP pode atrair novas fontes de financiamento para ações de justiça racial, destacando a importância de que a fé cristã seja aliada da equidade. Adjei ressaltou a determinação diante de eventuais resistências, mantendo o diálogo com discordantes.
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