- A divulgação de mais de três milhões de arquivos do Caso Epstein coloca Casey Wasserman, CEO de um grupo de mídia e presidente do Comitê Olímpico dos Jogos de 2028, em evidência por mensagens com Ghislaine Maxwell.
- As mensagens, de 2003, mostram conversas de teor sexual; não há provas de crime envolvendo Wasserman.
- Os documentos indicam que Wasserman e sua então esposa viajaram no jato particular de Epstein em setembro de 2002, com Maxwell, Bill Clinton e outros, em viagem ligada a questões de HIV/Aids na África, organizada pela Fundação Bill Clinton.
- Steve Tisch, coproprietário e presidente dos New York Giants, aparece em mensagens em que Epstein oferece mulheres; Tisch diz ter se arrependido de se envolver e afirma que nunca aceitou convites, com registros de encontros e convites a jogos do Giants.
- O Departamento de Justiça diz que a divulgação busca tornar públicos documentos sigilosos, ressaltando que a menção de pessoas não implica conduta criminosa.
Caso Epstein: nomes do esporte americano aparecem em novos arquivos
A divulgação de mais de 3 milhões de arquivos do Caso Epstein trouxe à tona a participação de figuras do esporte dos EUA. Entre os nomes está Casey Wasserman, CEO de um grupo de mídia e presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2028, em Los Angeles.
Os documentos mostram mensagens envolvendo Wasserman e Ghislaine Maxwell, condenada por participação em uma rede de tráfico sexual. As comunicações, de abril de 2003, reforçam uma possível relação, mas não indicam crimes atribuídos a Wasserman. Maxwell foi condenada em 2021.
As mensagens revelam ainda que Wasserman e sua então esposa viajaram no jato particular de Epstein em setembro de 2002, com Maxwell, Epstein, Bill Clinton e outras personalidades. A viagem durou dez dias e visava discutir ações contra a epidemia de HIV/Aids na África, organizada pela Fundação Clinton.
Outro foco é Steve Tisch, coproprietário e presidente do New York Giants, também produtor de cinema. Os arquivos contêm trocas em que Epstein sugere encontros com mulheres e Tisch comenta sobre as possibilidades. Não há registro de que Tisch tenha aceitado convites ou visitado a ilha de Epstein.
Em setembro de 2013, conversas entre Tisch e Epstein tratam de ingressos para jogos do Giants e de visitas à ilha privada do bilionário. Em um trecho, Epstein descreve uma mulher de maneira explícita. Tisch, por sua vez, questiona a natureza dos encontros, e Epstein afirma que Tisch estaria satisfeito com a companhia.
Tisch divulgou nota à Fox Sports reconhecendo que houve troca de mensagens sobre mulheres adultas, filmes, filantropia e investimentos, mas afirmou que nunca aceitou convites e não visitou a ilha. Ele disse arrepender-se do envolvimento com Epstein.
O Departamento de Justiça dos EUA afirmou que a divulgação dos documentos integra um esforço para tornar públicos materiais até então sigilosos. A instituição destacou que a menção de pessoas não implica conduta criminosa comprovada, reforçando cautela na leitura dos arquivos. A liberação ocorreu após críticas ao atraso no processo.
O Caso Epstein envolve o empresário Jeffrey Epstein, acusado de chefiar uma rede de tráfico sexual com participação de menores de idade. Epstein enfrentou um acordo judicial em 2008, morreu na prisão em 2019, e o caso ganhou notoriedade internacional pela rede de influência ligada a políticos, empresários e figuras públicas.
As informações refletem a ampliação do escrutínio sobre ligações entre esporte, mídia e figuras associadas a Epstein, sem inferir culpabilidade aos mencionados. O material serve como parte de um conjunto de documentos que vêm sendo liberados ao público.
Observação: as informações aqui apresentadas derivam dos arquivos divulgados e de comunicados oficiais, sem juízos de valor sobre as pessoas envolvidas.
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