- Em 27 de agosto de 2025, um tiroteio na Annunciation Catholic School, em Minneapolis, deixou dois alunos mortos, Fletcher Merkel, 8 anos, e Harper Moyski, 10, e 28 feridos.
- Seis famílias da Restoration Anglican têm crianças na escola e passaram a enfrentar traumas, ansiedade e luto, buscando apoio umas nas outras.
- A comunidade criou espaços e rituais de recuperação, incluindo celebrações em balcões da igreja e visitas da Comunhão às famílias, além de apoio de profissionais de saúde mental no local.
- Famílias passaram a realizar refeições juntos, batismos das crianças e uma rede de dialogo para lidar com perguntas difíceis, além de fundar um grupo de defesa sobre reformas de armas.
- Mesmo com o apoio comunitário, os pais relatam momentos de insegurança e dificuldade para voltar à normalidade, mas reforçam a importância da presença da igreja na recuperação das crianças e da família.
Acontecimento marcou a comunidade religiosa de Minneapolis: um atirador abriu fogo na capela durante a missa de abertura do ano letivo em 27 de agosto de 2025, atingindo a igreja católica Annunciation e deixando dois estudantes mortos, Fletcher Merkel, 8 anos, e Harper Moyski, 10, além de 28 feridos. A ação ocorreu dentro do santuário, com dezenas de bullets registrados pelas janelas externas. No total, seis famílias com filhos na escola estavam presentes na época.
As famílias da Restoration Anglican Church, vizinha de Annunciation, foram as mais afetadas entre os fiéis. Três delas — as famílias Revell, Holine e Sharpes — convivem próximo e enviam os filhos à mesma escola. Elas relataram traumas como pesadelos, sensibilidade a ruídos fortes e ansiedade constante, mesmo com a escola e a igreja retomando atividades. Os adultos também enfrentam impactos psicológicos.
Para apoiar a recuperação, a Restoration criou espaços no balcão da igreja para as crianças participarem do culto com menos exposição, e a comunidade passou a receber visitas de terapeutas, cães de terapia e iniciativas de apoio parental. A Washburn Center for Children atuou com profissionais no local por dois anos, ajudando no acompanhamento emocional.
Impacto na vida comunitária
A tragédia expôs desafios de longo prazo, inclusive questões sobre como reabrir locais que foram alvos de violência e como memorializar as vítimas sem reviver o trauma. As famílias passaram a manter refeições compartilhadas, orações e encontros que ajudam no apoio mútuo, conforme relatos dos envolvidos.
Ansley Revell, uma das sobreviventes, relembra memórias fragmentadas do dia, incluindo sensações de enjoo e a dificuldade em recordar a crise. Ansley, Trip Sharpe e Olive Holine retornaram ao espaço de culto em momentos de reconstrução espiritual, com o apoio da comunidade para processar o ocorrido.
Parentesco entre as famílias favoreceu a convivência: eles formaram vínculos que incentivam o diálogo entre pais e crianças, além de iniciativas conjuntas de apoio emocional. Em paralelo, as famílias vêm discutindo ações públicas, incluindo propostas de reforma de armas, por meio de um grupo de pais que se reúne semanalmente.
Caminhos de acolhimento e fé
A igreja Anglicana, com forte tradição litúrgica e participação de crianças, tem enfatizado que a participação dos menores no culto é parte do processo de cura. A comunidade também continua a apoiar rituais como o batismo infantil, que ocorreu em setembro, fortalecendo o senso de pertencimento.
No contexto nacional, estudos indicam impactos duradouros de violência em escolas, mas também ressaltam a resiliência de crianças e a importância de redes de apoio social e religioso para a recuperação. A Redação continuará acompanhando novos desdobramentos desta história de cooperação e recuperação comunitária.
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