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Mulheres com mais de 50 anos: quase dois em três com problemas de saúde mental

Pesquisa com mulheres com mais de cinquenta na Grã-Bretanha mostra quase dois em cada três enfrentam problemas de saúde mental, e nove em cada dez não procuram ajuda

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
The survey found an ‘epidemic of silence’ around the challenges women faced to their mental health in midlife.
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  • Pesquisa com 2 mil mulheres com 50 anos ou mais no Reino Unido mostra que quase dois em cada três têm dificuldades de saúde mental durante a meia-idade, diante da menopausa, de términos de relacionamento e de mudanças na aparência.
  • Vários sintomas são comuns: 59% têm problemas para dormir, 58% ficaram mais ansiosos e sobrecarregados, 43% ganharam ou perderam peso, 38% evitaram eventos sociais e 28% se afastaram de grupos de amigas.
  • Nove em cada dez entrevistadas não buscam ajuda para lidar com o tema, por receio de sobrecarregar os outros (4%), achar que precisam “manter tudo junto” para os outros (45%), temer que não sejam entendidas (27%) e manter uma “pose” de firmeza (24%).
  • Pressões ligadas à meia-idade incluíram encefalopatia, “brain fog” (38%) e a própria transição da menopausa (34%), com ansiedade destacada entre os motivos de procura de terapia.
  • A Associação Britânica de Aconselhamento e Psicoterapia (BACP) lança campanha para alertar sobre os impactos da cultura de não abrir temas de saúde mental na meia-idade e incentivar a terapia como apoio.

Ao menos duas em cada três mulheres com 50 anos ou mais no Reino Unido têm dificuldades com a saúde mental, conforme pesquisa encomendada pela British Association for Counselling and Psychotherapy (BACP). O estudo aponta que a menopausa, rompimentos e mudanças na aparência aparecem entre os principais gatilhos.

A sondagem, com 2000 entrevistadas, também revela que quase 90% não buscam ajuda para lidar com os problemas mentais. A organização terapêutica classifica a situação como uma epidemia de silêncio que agrava o sofrimento.

Entre os abalos citados, dificuldades para dormir, ansiedade e perda de ânimo aparecem de forma recorrente. Mudanças familiares, como filhos que saem de casa, e pressões financeiras intensificam o quadro.

O relatório destaca que 59% relatam insônia, 43% variações de peso e 38% evitam eventos sociais. Além disso, 28% relatam afastamento de grupos de amizade, enquanto 58% descrevem aumento da ansiedade.

Segundo a BACP, o medo de incomodar os outros e a ideia de manter as aparências dificultam o pedir ajuda. O estudo sugere que a cultura do orgulho de enfrentar tudo sozinha piora a saúde mental.

Laís Morrison, diretora de padrões profissionais da BACP, afirma que a combinação de menopausa e responsabilidades de cuidado amplia os impactos na vida diária. Ela cita ainda a transição de vida doméstica como factor relevante.

Janet Lindsay, executiva da instituição Wellbeing of Women, ressalta que mudanças hormonais podem provocar ansiedade e tristeza. Sem apoio adequado, os efeitos podem se ampliar ao longo do tempo.

A BACP anunciou uma campanha hoje para incentivar mulheres em meia-idade a buscar terapia e romper o ciclo de sigilo. O objetivo é promover apoio psicoterapêutico como alternativa de cuidado.

Além disso, a pesquisa Mindometer da BACP aponta aumento na procura por terapia entre mulheres que enfrentam questões associadas à menopausa, especialmente ansiedade. O levantamento envolve quase 3 mil terapeutas.

Em meio às dificuldades, o estudo indica que a pressão exercida desde os 50 anos é um fator chave. Brain fog, comum na menopausa, é citado como o principal gatilho entre as respondentes.

O documento também contextualiza que a combinação de sintomas, mudanças familiares e desafios financeiros pode deixar mulheres sobrecarregadas. O foco é informar políticas de saúde mental voltadas à meia-idade.

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