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Governo amplia SUS com 760 profissionais de enfermagem obstétrica

Ministério reforça o SUS com 760 enfermeiros obstétricos em formação para ampliar a atenção obstétrica e neonatal no país

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Brasília (DF), 27/01/2026 - Ministério da Saúde realizou aula inaugural do primeiro Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica – Rede Alyne. Foto: MS/Arquivo/Divulgação
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  • O Ministério da Saúde vai reforçar o SUS com 760 profissionais em formação no curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne.
  • A formação começou em novembro de 2025 e é para profissionais com pelo menos um ano de experiência na atenção à saúde das mulheres no SUS.
  • O investimento é de R$ 17 milhões, com o objetivo de formar mais especialistas para fortalecer a atenção obstétrica e neonatal no sistema.
  • O Brasil tem 13 mil enfermeiros obstétricos registrados; 46% atuam em estabelecimentos de saúde, indicando insuficiência de mão de obra para atender à demanda.
  • A formação é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com 38 instituições, com apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo).

O Ministério da Saúde vai reforçar o SUS com 760 profissionais em enfermagem obstétrica formados pela Rede Alyne. O curso, iniciado em novembro de 2025, é voltado a quem já tem pelo menos um ano de experiência na atenção à saúde da mulher no SUS. O investimento total é de 17 milhões de reais.

A formação é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com 38 instituições e apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo). O objetivo é ampliar a oferta de profissionais para fortalecer a obstetrícia e a neonatal no país.

Brasil tem hoje cerca de 13 mil enfermeiros obstétricos registrados. Apenas 46% desse total atuam em estabelecimentos com cadastro no CNES, evidenciando a insuficiência de mão de obra para atender a demanda.

Objetivo e impacto

O conselheiro do Cofen Renné Costa aponta impacto positivo da medida, destacando a carência de profissionais no Brasil e a vantagem de maior proporção de enfermeiros obstétricos em relação a médicos em muitos países. Ele cita ganhos na qualidade do parto fisiológico.

Segundo Costa, a presença do enfermeiro obstétrico favorece menos intervenções desnecessárias e redução de iatrogenias. Em cidades com rede robusta, o parto natural tende a ser mais humanizado e próximo da referência de saúde.

Cenário nacional vs mundial

Dados da Abenfo de 2023 mostram densidade entre 25 e 68 enfermeiros obstétricos por 1 mil nascidos vivos em países com modelo obstétrico consolidado, contra cinco por 1 mil no Brasil. O aumento de profissionais pode amenizar essa diferença.

A discussão envolve também aspectos culturais, como a visão do parto natural no Brasil. Defensores apontam a importância de planos de parto e de uma abordagem menos intervencionista, com acompanhamento adequado.

Rede Alyne e continuidade

A Rede Alyne substitui a antiga Rede Cegonha e tem meta de reduzir mortalidade materna em 25% e a de mulheres negras em 50% até 2027. O lançamento ocorreu em Belford Roxo, com participação de autoridades e defesa de cuidado humanizado.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro afirma que já há enfermagem obstétrica bem distribuída nas maternidades da cidade, mas reconhece dificuldades em regiões mais distantes, que exigem maior prática clínica.

Perspectivas

A expectativa é ampliar o atendimento pré-natal, parto e puerpério com a presença de enfermeiros obstétricos, fortalecendo a rede pública. O número de 760 profissionais, embora relevante, é visto como insuficiente para o tamanho do país.

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