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A lógica estranha dos ingressos da Copa do Mundo

Mercado de revenda revela premium local: México, EUA e Canadá lideram preços; Messi e Ronaldo impulsionam demanda, Europa fica atrás pela localização

Fans show their support before the FIFA Men’s World Cup 2026 Group I match between France and Iraq at Philadelphia Stadium in Philadelphia, Pennsylvania, United States, on June 22.
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  • A análise das maçantes cotações de ingressos de revenda na fase de grupos do Mundial mostraram que torcedores locais pagam mais, com México adicionando cerca de US$ 623, EUA US$ 571 e Canadá US$ 231 ao preço do ingresso mais barato.
  • Messi (Argentina) e Cristiano Ronaldo (Portugal) elevam, respectivamente, US$ 312 e US$ 442 nos ingressos, refletindo o peso de estrelas mais velhas no interesse de compra.
  • O futebol latino-americano mantém forte apelo, inclusive pela base de torcedores em comunidades imigrantes, o que impulsiona a demanda para jogos de times da região.
  • Equipes europeias tradicionais exibem efeito de preço abaixo do esperado na revenda, sugerindo menor procura entre torcedores que poderiam viajar para assistir aos jogos.
  • O estudo também destaca que a localização influencia muito: Miami; Guadalajara e Cidade do México; Nova Iorque e Nova Jersey apresentam os maiores aumentos, enquanto cidades da costa oeste registram menor impulso de preço.

A FIFA Copa do Mundo de 2026 tem gerado controvérsia pela estratégia de preços de ingressos, com fãs questionando valores altos, lotes pouco claros e um sistema de revenda amplo. O mercado secundário, porém, está revelando preferências dos torcedores.

Uma análise independente avaliou os menores preços de revenda de 72 partidas da fase de grupos, usando dados pré-torneio e vendagens do StubHub para isolar efeitos de time e cidade-sede.

Entre os fatores que mais elevam os preços, destacam-se o apoio doméstico e a atração de astros veteranos, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, cujas equipes, Argentina e Portugal, geram premiações de até centenas de dólares no ingresso mais barato.

A participação do México, dos Estados Unidos e do Canadá também pesa: o efeito de cada seleção sobe o valor de mercado do ingresso em percentuais que variam conforme cidade-sede e adversário. Miami aparece como destaque.

A força de demanda por seleções da América Latina é ligada à densidade de comunidades de imigrantes nas cidades-sede, especialmente nos EUA e no Canadá. Por outro lado, seleções europeias como Inglaterra e Alemanha mostram efeito negativo após ajustar local e oponentes.

O estudo sugere que o custo de deslocamento na América do Norte impacta o interesse dos torcedores europeus, que costumam viajar menos entre cidades distantes. O resultado é uma distribuição de demanda diferente da observada em Mundiais anteriores.

Embora haja incertezas nos dados de revenda, os preços já ajudam a mapear o interesse de torcedores por região, por time e por cidade. Eles indicam onde o público pretende acompanhar a competição de perto no palco norte-americano.

  • Fatos-chave: preço de revenda, locais de jogos, shows de astro veteranos e impacto de comunidades imigrantes.
  • Contexto: a competição ocorre em três países, com mercado de ingressos amplamente observado.
  • Conclusões não são apresentadas aqui; apenas informações primárias sobre o que já se observa no mercado.

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