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20.000 corredores enfrentam a maior ultramaratona do mundo

Mais de 20.000 corredores cruzaram a Comrades, ultramaratona sul-africana, destacando legado, superação e união entre atletas

Athletes gather before the start of the Comrades Marathon in Durban. Photograph: James Oatway/The Guardian
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  • A Comrades Marathon é a ultramaratona mais antiga e maior do mundo, realizada na África do Sul entre Pietermaritzburg e Durban, com o percurso alternando de direção a cada ano e média de 55 milhas por edição.
  • Nesta edição, mais de vinte mil corredores participaram, com largada às cinco da manhã em três lotes e objetivo de completar até o meio-dia em Pietermaritzburg.
  • A prova nasceu em 1921, criada por Vic Clapham para homenagear camaradas de guerra; ao longo das décadas, houve avanços sociais, incluindo participação de mulheres e negros.
  • William Seleka, de vinte e seis anos, treina com Run Alex e correu até cinquenta quilômetros aos finais de semana, buscando deixar um legado para os filhos.
  • Seleka cruzou a linha de chegada em Pietermaritzburg às 10h30min49s, com vitória pessoal e a motivação de que a dor pode virar missão quando há um propósito.

In Durban, milhares de corredores se reuniram ainda na madrugada para a largada da Comrades Marathon, a ultramaratona mais antiga e extensa do mundo. A prova, iniciada às 5h, cruza entre Durban e Pietermaritzburg com o objetivo de completar o percurso em até 12 horas.

A corrida, criada em 1921 para homenagear veteranos da Primeira Guerra, já passou por mudanças de trajeto e interrupções por guerras e pandemia. Hoje, mais de 20 mil atletas participam, de diversas regiões, em busca de superação pessoal.

Nesta edição, a prova foi dividida em três lotes de largada, às 5h, 5h15 e 5h30. O trajeto uphill soma cerca de 1,8 mil metros de elevação, partindo de Durban em direção a Pietermaritzburg, com a metade do percurso já acima do nível do mar.

William Seleka, de 38 anos, integrou o Run Alex para treinar após enfrentar depressão e separação. Ele dedicou meses de treino intenso, incluindo noites de corrida após o trabalho, para chegar pronto ao desafio de 88 km.

Ao longo do percurso, fãs e clubes de corrida apoiaram os atletas em vilarejos e estradas, oferecendo água, apoio logístico e música. Muitos corredores enfrentaram o desgaste físico, com alguns retornando a locais de apoio para trocar de tênis.

Selecionado pelos seus motivos pessoais, Seleka cruzou a linha de chegada em Pietermaritzburg em cerca de 10h30m, registrando uma vitória pessoal. Ele afirmou que a razão para continuar foi manter o foco em familiares e superar dificuldades.

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