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Fifa é pressionada a retirar Aramco, alvo de ativistas na Copa

Protestos pressionam a Fifa a romper com a Aramco, citando riscos climáticos e impactos no evento, com ações programadas em estádios e arenas globalmente

Carlens Arcus of Haiti keeps his eye on the ball in the World Cup Group C match against Scotland in Boston on 13 june.
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  • Ativistas pedem que a FIFA encerre o patrocínio com Aramco, com protestos programados para domingo em quatro estádios da Copa de 2026 e outras arenas.
  • Aramco é patrocinador exclusivo de energia do torneio e é apontada como uma das maiores emissoras de carbono do mundo.
  • Grupos e atletas defendem que o patrocínio de combustíveis fósseis cria conflito de interesses com o bem-estar dos jogadores; em maio houve uma carta aberta sobre o tema.
  • A FIFA não respondeu a pedido de comentário, mas, em 2024, disse que o patrocínio gera receitas que são reinvestidas no futebol; a Aramco não comentou.
  • Os protestos vão além de Los Angeles e Miami, com ações previstas próximo a estádios em New Jersey, Seattle e Dallas; participantes incluem Sierra Club, Third Act e Hip Hop Caucus.

O grupo de ativistas planeja ações contra o patrocínio da Aramco na Copa do Mundo de 2026, organizando protestos perto de estádios e arenas. A mobilização ocorre em meio ao calor extremo que marca os jogos na América do Norte. O objetivo é pressionar a Fifa a romper com patrocinadores de petróleo e gás.

Entre os organizadores estão ex-atletas e grupos ambientais. David Wheeler, ex-jogador de futebol, é um dos apoiadores da campanha. Brent Suter, jogador da MLB, participa para denunciar o que chama de lavagem esportiva ligada aos combustíveis fósseis.

Zan Dubin atua como principal coordenador da ação do domingo, que visa interromper a publicidade de fontes de carbono associadas ao evento. Segundo os organizadores, o movimento quer destacar o impacto climático e a relação com a saúde de atletas.

As ações ocorrerão fora de quatro estádios da Copa de 2026 e em sete outras praças esportivas importantes. Locais anunciados incluem Los Angeles, Miami, Nova Jersey, Seattle e Dallas, com atividades de rua e vigílias.

SoFi Stadium, em Los Angeles, e Hard Rock Stadium, em Miami, recebem protestos programados para o domingo próximos. Outros roncos de atividade estão marcados em Nova Jersey, Seattle e Dallas, próximos de jogos ou eventos.

Os organizadores dizem que a participação é aberta a membros da Sierra Club, Third Act e Hip Hop Caucus. Participantes planejam distribuir materiais educativos sobre aquecimento global e impactos sociais.

A Aramco não comentou os protestos, mas o grupo já destacou que a empresa sustenta o patrocínio da Copa 2026 e é apontada como grande emissores de carbono mundial. A Fifa já defendera o uso de patrocínios e a reinvestimento das receitas no futebol.

A Fifa ressaltou que os patrocínios, incluindo Aramco, geram recursos que retornam ao esporte em todas as frentes. A entidade enfatizou que o apoio financeiro sustenta o desenvolvimento de categorias e atletas.

Especialistas destacam que a Copa tende a registrar recordes de calor. Estudos apontam que as sedes estão enfrentando temperaturas mais altas neste verão, elevando riscos de saúde para jogadores em campo.

Protestos enfatizam que patrocínios de fosséis dificultam a proteção de atletas. Os organizadores citam a necessidade de reduzir conflitos de interesse entre desempenho esportivo e interesses comerciais.

Ainda segundo o grupo, o movimento não se limita à Fifa. Outras federações esportivas também são alvo de críticas por contratos com empresas ligadas a combustíveis fósseis.

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