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Como assistir à Copa pode impactar o corpo, segundo estudo com smartwatches

Pesquisa internacional usa smartwatches para medir batimentos, sono e estresse de torcedores na Copa do Mundo de 2026, buscando padrões globais de emoção e resposta física

Tablet com gráfico de batimentos cardíacos durante uma partida, um relógio inteligente e uma pulseira fitness sobre uma camisa de futebol da Alemanha e bandeiras do Brasil e EUA
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  • Pesquisadores da Universidade de Bielefeld lançaram o projeto Football Fever para entender como o corpo reage a emoções durante a Copa do Mundo de 2026, usando dados de smartwatches.
  • Torcedores de vários países podem se cadastrar online, compartilhar dados anônimos e informar como assistem aos jogos, com foco em frequência cardíaca, sono, movimento e estresse.
  • O estudo ampliou o uso de dispositivos além da Garmin, incluindo Apple Watch, Google Pixel Watch, Samsung Health, Fitbit, entre outros.
  • Em um piloto anterior, torcedores do Stuttgart e do Arminia Bielefeld mostraram que quem estava no estádio teve média de 94 batimentos por minuto, contra 79 em quem via pela TV; após gols, o pulso chegou a subir até 36%.
  • O estudo também indicou que o estresse pode começar cerca de 14 horas antes do início da partida, apontando ligações entre emoção coletiva, identificação esportiva e respostas fisiológicas.

A pesquisa internacional Football Fever, realizada pela Universidade de Bielefeld, na Alemanha, busca entender como o corpo reage às emoções provocadas pela Copa do Mundo de 2026. O projeto utilizará dados de smartwatches para monitorar frequência cardíaca, sono, movimentação e estresse dos torcedores ao longo do torneio. Os resultados podem revelar se gols decisivos ou eliminações impactam fisicamente os fãs.

Participantes de diferentes países se cadastram pela internet, informam país de residência, gênero, nacionalidade, seleção favorita e o quanto se consideram torcedores. Durante os jogos, respondem sobre quais partidas acompanharam e como assistiram. Em seguida, autorizam o uso dos dados do smartwatch de forma anônima para identificar padrões gerais.

A iniciativa ampliou o leque de dispositivos aceitos: inicialmente eram Garmin e, posteriormente, Apple Watch, Google Pixel Watch, Samsung Health, Fitbit, Oura, Polar e Xiaomi Mi Fitness. A equipe ressalta que a duração extendeda da bateria permite séries contínuas de dados por vários dias.

Histórico e objetivos

Os pesquisadores já testaram o método na final da Copa da Alemanha de 2025, com 229 torcedores do Arminia Bielefeld. O estudo, publicado em Scientific Reports, mostrou diferenças entre quem estava no estádio e quem assistia pela TV. A média de batimentos foi de 94 bpm no estádio e 79 bpm para quem via pela tela.

A análise também indicou que, após gols, a frequência cardíaca nos torcedores presentes no estádio pode chegar a 36% acima do observado entre os torcedores a distância. Além disso, a ansiedade começou cerca de 14 horas antes do início da partida. A equipe pretende ampliar o estudo para cobrir fãs globais.

Os pesquisadores afirmam que a grande quantidade de participantes pode ajudar a identificar como emoções coletivas, identificação com a seleção e respostas fisiológicas se interligam. Os resultados devem contribuir para entender o comportamento humano em eventos esportivos de grande escala.

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