- Em Porto Príncipe, no Haiti, em 18 de agosto de 2004, o Brasil goleou o Haiti por 6 a 0 no chamado “Jogo da Paz”.
- Os gols foram de Ronaldinho Gaúcho (três), Roger Flores (dois) e Nilmar (um).
- A partida ocorreu em meio à guerra civil haitiana; ingressos Podiam ser trocados por armas na Missão de Paz da ONU, liderada pelo Brasil.
- O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou a delegação; o técnico Carlos Alberto Parreira elogiou a recepção e a importância do jogo.
- A comitiva enfrentou forte segurança e tensão, com a próxima partida marcada para a Filadélfia, nos Estados Unidos.
Porto Príncipe viveu um dia inédito em 18 de agosto de 2004, quando o Brasil goleou o Haiti por 6 a 0 em um chamado Jogo da Paz, em meio a uma guerra civil. A partida tinha como objetivo angariar fundos para a recuperação haitiana, em parceria com a Missão de Paz da ONU.
A delegação brasileira chegou cercada por milhares de haitianos que lotaram as ruas, em uma cena de grande comoção e risco. O ônibus chegou sob forte emoção, com apoio de uma presença militar comandada pela ONU.
O visitante Lula, então presidente, autorizou a ida da seleção ao Haiti para fins humanitários, decidido a apoiar a reconstrução. O evento ocorreu em um contexto de insegurança generalizada na capital.
No jogo, Ronaldinho Gaúcho brilhou com três gols, seguido por Roger Flores com dois e Nilmar com um, encerrando a vitória expressiva. A partida ficou registrada como um marco simbólico para o país.
Parreira, então técnico do time, manifestou satisfação com o desempenho, destacando o impacto emocional do momento. O treinador, aos 83 anos, hoje recebe tratamento médico no Rio de Janeiro.
A cobertura do tempo mostrou que, apesar da comoção, o foco foi o objetivo humanitário: promover a paz e a arrecadação para a reconstrução haitiana, enquanto o futebol servia de ponte entre as comunidades.
Contexto e desdobramentos
O episódio é lembrado como momento de cooperação entre Brasil e ONU em território haitiano. A recepção calorosa contrasta com a violência contínua na capital, segundo relatos da época.
Em registros de memória, a viagem é descrita como arriscada, com o cenário de guerra civil ao redor, mas sem incidentes durante o trajeto até o estádio. O Brasil buscou mostrar solidariedade internacional.
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