- A Fifa busca realizar uma partida entre Israel e Palestina na abertura de seu novo torneio sub-15, com a primeira edição prevista para setembro, nos Estados Unidos.
- A competição será aberta a 211 federações, incluindo a Rússia, que está banida desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de dois mil e vinte e dois.
- Israel e Palestina ainda não confirmaram participação no torneio. A Federação Israelense de Futebol informou que está disposta a usar o futebol para promover paz e normalização, buscando um parceiro do outro lado.
- A Federação Palestina de Futebol não se manifestou sobre a proposta da Fifa quando procurada pelo The Athletic.
- A ideia surge meses após a tentativa frustrada de Gianni Infantino de promover um encontro entre dirigentes das federações dos dois países durante o congresso anual da Fifa.
A Fifa planeja realizar uma partida entre Israel e Palestina na abertura do seu novo torneio sub-15 de seleções, com a primeira edição prevista para setembro, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornal The Athletic. A competição terá participação aberta a todas as 211 federações filiadas, incluindo a Rússia, apesar de seu veto em torneios da entidade desde a invasão da Ucrânia em 2022. Ainda não há confirmação oficial de Israel ou Palestina.
Um porta-voz da Federação Israelense de Futebol (IFA) confirmou estar avaliando a possibilidade da partida, destacando que o objetivo é usar o futebol como ferramenta de normalização e paz. A mensagem enfatizou a disposição de buscar um parceiro disposto a avançar nesse propósito. A Federação Palestina de Futebol (PFA) não se pronunciou sobre a proposta até o momento.
Contexto adicional e antecedentes
A ideia de reunir as duas seleções surge após um momento de tensionamento envolvendo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e dirigentes das federações de Israel e Palestina. No fim de abril, durante o congresso anual da entidade, o presidente da federação palestina, Jibril Rajoub, criticou a presença de clubes israelenses em áreas do território palestino. Em seguida, Basim Sheikh Suliman, vice-presidente da federação israelense, contribuiu para o debate.
Após o episódio, Infantino convidou os dois dirigentes a retornarem ao palco. Rajoub recusou aproximar-se de Suliman, e o momento contou com a ausência de microfones para permitir apenas o registro de falas, inclusive com Rajoub repetindo, de forma contundente, que os palestinos sofrem com a situação.
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