- Às vésperas da estreia contra o Marrocos, o PT lançou a campanha “Lula joga pelo Brasil” associando a defesa da soberania nacional à candidatura.
- No mesmo dia, Flávio Bolsonaro divulgou imagens de um comício em Belém, atacou o governo adversário e pediu que apoiadores vistam a camisa do Bolsonaro para torcer pela seleção.
- Doze dias antes, Lula afirmou, em evento no Rio de Janeiro, que a esquerda precisa usar verde e amarelo na Copa para evitar que as cores sejam tomadas por fascistas, orientando Eduardo Cavaliere a vestir o símbolo nacional sem conotação bolsonarista.
- Desde 2018, as cores nacionais seriam utilizadas politicamente pelo bolsonarismo; Lula passou a defender, desde 2022, que o uniforme representa todos os cidadãos.
- A situação é descrita como uma politização do futebol semelhante à época da ditadura, sugerindo que o torcer pelo Brasil não retorna totalmente à normalidade.
Às vésperas da estreia do Brasil contra o Marrocos, neste sábado, a Copa do Mundo é marcada por polarização política. O PT lançou nas redes sociais a campanha Lula joga pelo Brasil, associando a iniciativa à defesa da soberania nacional e à estratégia de reeleição.
No mesmo dia, Flávio Bolsonaro divulgou imagens de um comício em Belém. O vídeo mostra o candidato do PL afirmando que o governo adversário é acusado de corrupção e conclamando apoiadores a vestir a camisa de Bolsonaro para torcer pela seleção.
Doze dias antes, Lula discursou no Rio de Janeiro dizendo que a esquerda precisa usar verde e amarelo na Copa para que as cores brasileiras não sejam tomadas por fascistas. Ao prefeito Eduardo Cavaliere, que usava casaco da comissão técnica, foi sugerido vestir verde e amarelo e reforçar a identidade nacional.
Desde 2018, as cores nacionais passaram a ser associadas ao bolsonarismo. Em resposta, Lula passou a defender, a partir de 2022, que o uniforme represente todos os cidadãos, e não apenas um grupo específico.
Essa politização do futebol remete a um episódio da ditadura, quando o uso da bandeira era instrumento de poder. O regime de então buscava associar o sucesso esportivo ao regime militar, enquanto o Brasil avançava rumo à democracia.
Apesar da reconquista democrática, o país ainda não abriu mão de tensões associadas à política em momentos de decisão esportiva. A questão central é a percepção de que o futebol não deve servir de palco para disputa ideológica.
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