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Gestor de Wall Street financia sonho de ver a seleção dos EUA brilhar na Copa

Doadores bilionários financiam a contratação de Pochettino para a seleção dos EUA, ampliando a influência privada no futebol do país

Boston, nos EUA: Das receitas de US$ 264 milhões da federação americana no ano passado, US$ 50 milhões vieram de doações. (Foto: Mel Musto/Bloomberg)
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  • Scott Goodwin, cofundador da Diameter Capital, ajudou a financiar a contratação do técnico Mauricio Pochettino para a seleção masculina dos EUA, ao lado do bilionário Ken Griffin.
  • O pacote total, incluindo salários, equipe técnica e multa rescisória de Gregg Berhalter, ficou em cerca de US$ 20 milhões, levando à nomeação de Pochettino em setembro de 2024.
  • A movimentação ocorreu após a demissão de Berhalter e o interesse inicial da federação em Jürgen Klopp; Goodwin confirmou que estava disposto a pagar.
  • A doação faz parte de um impulso maior de filantropia no futebol americano, com outros magnatas, como Michele Kang e Arthur Blank, contribuindo para projetos da federação.
  • A federação projeta arrecadar mais de US$ 70 milhões por ano, ampliando o apoio público ao futebol e investimentos, incluindo o centro nacional de treinamento.

Scott Goodwin, cofundador da Diameter Capital, financiou a contratação de Mauricio Pochettino para a seleção masculina dos EUA, atuando ao lado do bilionário Ken Griffin. A operação ocorreu após frustração com a gestão anterior e críticas públicas ao desempenho na Copa América.

O evento teve como marco inicial uma mensagem de Goodwin a um grupo de amigos no verão de 2024, sugerindo a possibilidade de trazer um técnico de alto nível para a Copa do Mundo de 2026. Em julho, o técnico Gregg Berhalter foi demitido.

Pouco depois, as tratativas avançaram para Pochettino, com a participação de Goodwin e de Griffin. A federação dos EUA confirmou o interesse em Klopp, mas indicou limitações financeiras para contratá-lo. Goodwin ofereceu ajuda financeira direta.

Em agosto, JT Batson, CEO da federação, recebeu de Goodwin um contato para formalizar a doação necessária. O valor total da operação, incluindo salários da comissão técnica e multa rescisória de Berhalter, ficou em torno de US$ 20 milhões.

A filantropia envolveu, além de Griffin e Goodwin, outros parceiros do setor privado. A iniciativa se insere em um movimento mais amplo de investimento privado no futebol americano, com doações significativas para ampliar estruturas e programas de base.

A nomeação de Pochettino, em setembro de 2024, foi apresentada pela federação como apoiada por doações de Griffin, Goodwin e parceiros, abrindo caminho para a melhoria da gestão técnica da equipe. A parceria também refletiu o aumento da participação de grandes investidores na liga profissional.

Para a federação, a captação de recursos cresceu expressivamente, estimando-se que as doações contribuíram para ampliar a base de apoio financeiro. A meta é sustentar o crescimento do futebol entre homens e mulheres, com foco em longo prazo.

A operação também teve impactos institucionais: Goodwin diz manter relação próxima com Pochettino e participa de encontros quando o técnico está em Londres ou em Palm Beach, onde o gestor passa parte do ano. O treinador iniciou o ciclo com críticas ao estilo de comunicação com jogadores.

No fim, a avaliação sobre a contratação dependerá do desempenho da equipe na Copa do Mundo. A expectativa de chegar às oitavas de final foi mencionada por Goodwin como referência mínima, com o desafio de avançar conforme o planejamento de longo prazo da federação.

Segundo fontes próximas, a estratégia de financiamento visa manter a continuidade de investimentos no futebol americano, alinhando interesses de investidores com o crescimento esportivo. O caso mostra como financiamento privado ganha peso no cenário do esporte nos EUA.

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