- O Brasil estreia contra Marrocos no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, e o Bangu, clube da Zona Oeste do Rio, tem ligações históricas com todos os adversários do grupo: Escócia, Haiti, Marrocos e Brasil.
- A relação com a Escócia vem desde 1894, quando o escocês Thomas Donohoe ajudou a difundir o futebol no Brasil ao organizar uma das primeiras partidas documentadas no país, no bairro da Zona Oeste.
- Com Marrocos, o Bangu enfrentou o combinado marroquino em outubro de 1970, em Casablanca, em amistoso que terminou 1 a 1; a relação envolve nomes de ambos os lados, inclusive o técnico do Marrocos na ocasião.
- A ligação com o Haiti é mais recente: nesta temporada, Garrinsha vestiu a camisa do Bangu e foi destaque na Taça Rio, contribuindo para o vice-campeonato do clube.
- O Bangu já enfrentou a Seleção Brasileira em duas partidas marcantes: vitória do clube em 1966 e empate de 1 a 1 em 1970, em Moça Bonita; historiador ressalta a raridade de o clube ter confrontado seleções de diferentes continentes.
O Brasil estreia na Copa do Mundo de 2026 diante do Marrocos, em sábado de abertura. A partida abre o Grupo C, com o Brasil buscando o hexacampeonato e o Marrocos como primeiro obstáculo. O foco, porém, também está no significado histórico para o Bangu, clube da Zona Oeste do Rio.
O Bangu, clube centenário, tem ligações que atravessam continentes. A história do Alvirrubro começa com raízes escocesas que ajudaram a introduzir o futebol no Brasil, ligando o clube à difusão do esporte no país.
Conexões históricas do Bangu com adversários
Entre as memórias do Bangu, está o encontro com a Escócia, origem de parte da torcida e da própria prática do futebol no bairro. Em 1894, Thomas Donohoe organizou uma das primeiras partidas documentadas no Brasil, em Moça Bonita, consolidando a tradição do clube.
A relação com o Marrocos ficou marcada em 1970, quando o Bangu enfrentou a seleção marroquina em Casablanca, em amistoso que terminou 1 a 1. O elenco do Bangu atuou com Devito, Cabrita, Antônio Carlos e outros, sob o comando técnico de José Alves do Rio.
A conexão com o Haiti é mais recente. Nesta temporada, Garrinsha vestiu a camisa do Bangu e tornou-se referência no ataque, ajudando a equipe a alcançar a vice-liderança da Taça Rio e marcando o gol mais bonito do estadual contra o Flamengo.
Participação do Brasil e memória do Bangu
O Brasil já enfrentou o Bangu em duas ocasiões marcantes. Em 1966, o time nacional foi derrotado pela equipe carioca durante a preparação para a Copa do Mundo na Inglaterra. Em 1970, o Bangu recebeu o Brasil em Moça Bonita e empatou em 1 a 1, em amistoso preparatório para o México.
A história com o Brasil também reforça o vínculo do Bangu com seleções internacionais. O clube já disputou partidas contra adversários de vários continentes, mantendo viva a memória de uma era em que o futebol brasileiro era fortemente valorizado no exterior.
O historiador Carlos Molinari ressalta que poucos clubes no Brasil podem ostentar um cartel tão diverso de partidas contra seleções nacionais. Segundo ele, os resultados positivos do Bangu nesses confrontos chamam a atenção pela diversidade de adversários.
Panorama atual e curiosidade histórica
Ao todo, o Bangu enfrentou 33 seleções, estabelecendo um roteiro que faz do Grupo C da Copa de 2026 um passeio pela memória do clube. O grupo reúne adversários com ligações históricas ao Alvirrubro, reforçando a ideia de que o futebol é ponte entre gerações.
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