- Recriação do gol mais bonito de Pelé, ocorrido em 2 de agosto de 1959 entre Santos e Juventus, será feita com inteligência artificial pela equipe do Google DeepMind, com base em fotos e depoimentos.
- O lance histórico ocorreu na Rua Javari, em São Paulo, mas não foi gravado devido às limitações tecnológicas da época.
- A produção será apresentada em um minidocumentário e deve ir ao ar no YouTube até o fim deste mês; Neymar participa do projeto.
- A recaptura do gol utiliza modelos de IA do Google, como Nano Banana, Veo 3 e Gemini Omni, combinados a arquivos da época e relatos de testemunhas.
- O Santos já havia divulgado versões digitais do lance anteriormente, mas este projeto mais recente é a primeira tentativa de reconstrução com IA da Juventus.
Pelé marcou em 2 de agosto de 1959 um gol que muitos consideram o mais bonito de sua carreira. O lance aconteceu em Santos x Juventus, na Rua Javari, estádio da Mooca, em São Paulo, sem registro de filmagem na época.
A criatividade por trás da recriação fica a cargo do Google DeepMind. A equipe utiliza recursos de IA, com base em fotografias e depoimentos de testemunhas da partida, para reconstruir o que não foi registrado em vídeo.
O anúncio foi feito na manhã de 10 de julho, durante o Google for Brasil 2026, evento que apresenta novidades da empresa para o mercado nacional. A empresa revelou que o gol será mostrado por meio de um minidocumentário.
A produção deve ser lançada no YouTube ainda neste mês. Um trecho foi exibido, com cenas gravadas no estádio do Juventus, e a participação de Neymar foi confirmada pela equipe.
Recriação com IA
Segundo a equipe, a recaptura do lance utiliza modelos de IA como Nano Banana, Veo 3 e Gemini Omni, que permite edição de vídeo por comandos em linguagem natural. A ideia é oferecer uma visão plausível do lance.
A iniciativa envolve equipes no Brasil e em outros países, que combinam arquivos da época, como fotografias, com depoimentos de jogadores e testemunhas presentes no jogo.
Por que o gol não foi filmado
A Juventus confirmou ao g1 que não há registro em vídeo do lance. Na época, câmeras portáteis eram raras e a televisão alcançava apenas parte da população.
A cobertura audiovisual de eventos esportivos era limitada, reforça o clube. Gravar, preservar e disponibilizar partidas ainda não era rotina nas redações da época.
Essa lacuna ajuda a explicar por que vários lances históricos do futebol brasileiro dos anos 1950 e 1960 chegaram ao público apenas por relatos e testemunhos.
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