- O time feminino do West Ham e a WSL não tinham conhecimento das restrições de contato de David Sullivan com a equipe, impostas desde 2023 devido a uma apuração de proteção de menores.
- A Football Association abriu uma investigação no mesmo ano após receber uma denúncia, que, segundo o Guardian, seria uma alegação de conduta sexual inapropriada não relacionada ao futebol.
- Um inquérito conjunto da BBC e do Times aponta sete mulheres que o acusam de comportamento predatório, com supostos incidentes desde os anos oitenta; Sullivan nega as acusações.
- Fontes próximas ao elenco afirmam que as acusações são chocantes para o grupo, que não tinha conhecimento delas antes da reportagem desta semana.
- Sullivan pediu demissão como diretor do West Ham; não está listado como diretor da West Ham Women Football Club Limited, e seu filho, Jack Sullivan, já esteve ligado à equipe feminina.
No jornalismo, informações sobre restrições de acesso a indivíduos ligados a clubes costumam ser tratadas com cautela. Nesta matéria, não houve comunicação prévia entre a Federação Inglesa de Futebol (FA), a Premier League/Women’s Super League (WSL) e o West Ham Women sobre as limitações de contato envolvendo David Sullivan, acionista majoritário do clube.
Segundo relatos, as restrições a Sullivan dizem respeito ao contato com a equipe feminina e com as equipes de base, desde 2023, em razão de uma investigação de safeguarding. A FA abriu apuração no mesmo ano após receber uma denúncia, segundo apuração do Guardian. A acusação envolve condutas de natureza sexual não relacionadas ao futebol.
Fontes que acompanham o elenco feminino de West Ham dizem que as jogadoras ficaram chocadas com as acusações veiculadas recentemente, informações que não haviam sido comunicadas ao grupo antes da divulgação do caso. Já outras fontes afirmam que informar detalhes de uma investigação em curso violaria diretrizes locais de proteção de menores.
Um porta-voz do West Ham afirmou que o clube mantém medidas claras de proteção, avaliadas e auditadas anualmente, mas não comenta casos específicos. A FA informou que trata de todas as denúncias com seriedade, investigando cada caso dentro de sua jurisdição, sem comentar sobre casos ativos.
David Sullivan, que renunciou como diretor do West Ham e também como co-presidente de um clube da Championship, já havia negado de forma reiterada as acusações veiculadas. Em nota, ele afirmou que nunca manteve encontros um-a-um com atletas de base ou da equipe feminina durante seus 16 anos no clube, e descreveu a suposta restrição como algo desproporcional e sem impacto em suas funções.
Paralelamente, a imprensa revelou que Sullivan não consta como diretor da West Ham United Women Football Club Limited, segundo registros oficiais. O filho dele, Jack Sullivan, foi diretor da empresa entre 2017 e 2021 e protagonizou um documentário de bastidores sobre a equipe em 2018.
A equipe feminina do West Ham terminou a temporada em 10º lugar na WSL, divisão administrada pela liga desde 2024, após a saída da FA. A reportagem sobre as restrições e a investigação envolve ainda o papel institucional da organização e a transparência de comunicações entre autoridades, clube e atletas.
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