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Fifa precisa proteger jogadores do calor na Copa do Mundo

Calor extremo na Copa de 2026: 31 de 57 partidas tiveram WBGT de 28°C ou mais, elevando riscos à saúde dos jogadores e alterando o ritmo de jogo

Cristiano Ronaldo, suado, bebe água de uma garrafa plástica transparente, vestindo camisa de manga comprida azul e branca com detalhes pretos, em um estádio lotado
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  • Nova pesquisa analisa o impacto do calor no desempenho de jogadores na Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025, usando dados de jogos e condições ambientais.
  • Das 57 partidas estudadas, 31 ocorreram com WBGT de 28°C ou mais; 13 chegaram a 30°C e 2 passaram de 32°C, o que, segundo especialistas, justificaria cancelamento em alguns casos.
  • A WBGT é a medida que avalia calor ambiente, radiação solar e evaporação; risco extremo de doenças por calor surge quando chega a 32°C ou mais.
  • Com o calor, os jogadores percorreram menos distância em todas as velocidades, e maior temperatura também reduziu a corrida em alta velocidade em ambientes com maior umidade.
  • Recomendações incluem evitar jogos à tarde em dias quentes, usar estádios com teto e ar-condicionado, manter intervalos de hidratação de três minutos e adaptar táticas e substituições conforme as condições.

A Copa do Mundo de 2026, co-sediada por Canadá, México e Estados Unidos, começa em 11 de junho. Especialistas e jogadores alertam que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) pode não proteger adequadamente os atletas do calor extremo. Estudo com dados da Copa do Mundo de Clubes de 2025 sustenta essa posição.

A pesquisa analisou 57 das 63 partidas do torneio, verificando como temperatura, umidade e radiação solar impactaram o desempenho dos jogadores. Partidas realizadas em Atlanta não foram consideradas, pois aconteceram sob teto com ar-condicionado.

A WBGT (temperatura global de bulbo úmido) serve como critério da Fifa para risco extremo. O estudo aponta que 31 das 57 partidas tiveram WBGT igual ou acima de 28°C, com 13 acima de 30°C e duas acima de 32°C. Especialistas sugerem cancelamento em alguns casos.

A maior parte das partidas ocorreu entre as 17h e as 18h. Partidas noturnas apresentaram menor estresse térmico, com maior distância percorrida pelos jogadores. Altas temperaturas reduziram velocidades e distâncias em campo.

Como o calor afeta o desempenho, as análises mostram redução de distâncias percorridas em todas as faixas de velocidade conforme a WBGT aumenta. A umidade também reduz a corrida de alta velocidade, segundo o estudo.

A idade e a posição dos atletas influenciam o rendimento. Defensores percorreram menos, meio-campistas mais, e atacantes mantiveram altas velocidades. Jogadores mais velhos, em geral, percorreram menos distância.

A FIFA utiliza diretrizes semelhantes às de outras entidades para proteger atletas, incluindo regras de hidratação. O estudo aponta que medidas como ar-condicionado em estádios podem mitigar riscos.

O relatório sugere que partidas não sejam marcadas para horários de maior calor, lembrando que a Copa de 2022 no Catar ocorreu no inverno para evitar calor extremo. A imprensa cita também questões de logística e moedas de transmissão.

Alternativas para reduzir riscos incluem estádios com teto e ar-condicionado, conforme exemplos da Copa de 2022. Além disso, recomenda-se intervalos de hidratação com bebidas geladas e uso de toalhas frias para estratégias de recuperação.

Treinadores devem ajustar táticas a condições climáticas. Em dias quentes, priorizar posse de bola, reduzir pressões altas e realizar substituições mais cedo podem compensar o desgaste físico.

Fontes citadas no estudo incluem relatórios técnicos da Fifa e dados de órgãos meteorológicos. A pesquisa reforça a necessidade de combinar proteção à saúde com planejamento estratégico de jogos na próxima edição do torneio.

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