Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil disputou sua primeira partida de Copa Davis há 94 anos

Brasil estreia na Copa Davis em Forest Hills após viagem transatlântica de 14 dias, abrindo uma trajetória de noventa anos na competição

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 21 de maio de 1932, o Brasil iniciou sua história na Copa Davis ao partir do Rio de Janeiro em direção a Nova York, numa viagem de 8.070 quilômetros que durou 14 dias.
  • O time, liderado tecnicamente por Ricardo Pernambuco e com Inácio Nogueira atuando como capitão de fato, chegou a Forest Hills para enfrentar os Estados Unidos pela primeira vez, entre 3 e 8 de junho de 1932.
  • O Brasil enfrentou uma equipe norte‑americana muito forte e acabou perdendo a série por 5 a 0, com Pernambuco derrotando o favorito Shields no primeiro set, mas derrotado nos demais.
  • A formação brasileira era composta por tenistas dos clubes Fluminense, Paulistano e Harmonia de Tênis; a delegação contou com o apoio do cônsul Sebastião Sampaio e do árbitro Welcombe Ward em Forest Hills.
  • O duelo marcou o início de quase um século de história do Brasil na Copa Davis, destacando o pioneirismo e as dificuldades enfrentadas para competir fora do país naquela época.

A estreia do Brasil na Copa Davis completa 94 anos. Em 21 de maio de 1932, no Rio de Janeiro, um grupo de 10 tenistas partiu no navio Southern Prince, numa viagem de 14 dias pela rota Rio-Nova York, de 8070 quilômetros. O objetivo era representar o país pela primeira vez na competição.

A delegação era liderada por Ricardo Pernambuco; integram a equipe Nelson Cruz, Ivo Simoni, Humberto Costa, Manoel Carlos Aranha e Roberto Whately, entre outros. A CBD apoiou apenas os três primeiros; os demais viajaram com clubes e federações regionais.

Estreia histórica

O elenco desembarcou em Nova York em 3 de junho, hospedando-se no Vanderbil t Ambassador. O cônsul brasileiro Sebastião Sampaio chefiou a missão. Recepção com comitiva, limousines e sirenes traduziu a importância daquele momento para o tênis nacional.

Os Jogos ocorreram no Forest Hills, cenário simbólico do tênis norte-americano. A equipe brasileira treinou entre 3 e 8 de junho, sob supervisão de autoridades da USLTA. A imprensa local destacou o alto nível técnico dos brasileiros.

Na partida de estreia, Ricardo Pernambuco enfrentou Frank Shields. O brasileiro abriu o jogo com nervosismo, perdeu o primeiro set, venceu o segundo, mas cedeu o quarto em emocionante 8-6. Resultado final: Shields venceu por 6/1, 3/6, 6/3 e 8/6.

Nelson Cruz sofreu lesão no cotovelo no segundo jogo da quinta-feira e deixou a quadra com o braço imobilizado. Retornou ao Brasil meses depois, completando a delegação apenas com apoio de familiares e clubes.

Desempenho brasileiro e adversários

A equipe norte-americana, dominante na época, venceu o Brasil por 5 a 0 na etapa intercontinental. Nos duelos seguintes, os americanos consolidaram a vantagem antes do encontro decisivo com a França, no Desafio Final, no qual perderam 3 a 2 em Roland Garros.

Entre os destaques do time brasileiro, Pernambuco manteve-se como principal referência do período, enquanto Ivo Simoni atuou como substitution. A formação refletiu a distribuição entre clubes paulistas e cariocas, com o Fluminense como núcleo central.

O confronto também evidenciou o contexto histórico da Copa Davis na América do Sul. Chile, Argentina e Uruguai enfrentaram dificuldades para confirmar participação, ampliando o desafio logístico e financeiro para os primeiros representantes da região.

Legado e continuidade

A participação de 1932 marcou o início de uma longa trajetória do tênis brasileiro na Davis. Ao longo das décadas, o Brasil viria a alcançar semifinais em 1966, 1971, 1992 e 2000, enquanto a Argentina consolidou finais históricas em anos seguintes.

A estreia foi acompanhada por uma agenda de torneios nos Estados Unidos e no Canadá, promovendo intercâmbios técnicos. Ricardo Pernambuco, pioneiro do tênis brasileiro, é lembrado como um dos pilares daquela geração.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais