- Guto Miguel tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o torneio juvenil de Roland Garros e assumiu a liderança do ranking mundial da categoria.
- Ele adotou um foco maior em treinos e preparação física, conversando com a imprensa sobre a necessidade de evoluir e disputar mais Challengers neste ano.
- Victória Barros e Leonardo Storck também chegaram às semifinais do juvenil, juntamente com Guto, marcando pela primeira vez três brasileiros na fase.
- João Fonseca subiu do 30º para o 25º lugar no ranking da ATP após a campanha em Paris, buscando manter a posição para evitar confrontos com cabeças de chave do top oito.
- Mirra Andreeva conquistou o primeiro Slam juvenil aos 19 anos, tornando-se a campeã mais jovem de Paris desde Monica Seles em 1992, em meio a uma preparação mais longa com a treinadora Conchita Martínez.
Guto Miguel escreveu uma página histórica do tênis brasileiro ao vencer o torneio juvenil de Roland Garros, neste sábado, ao derrotar o norte-americano Michael Antonius. Com o título, ele se torna o quarto brasileiro a conquistar um Grand Slam na categoria juvenil e assume a liderança do ranking mundial júnior.
O caminho do goiano de 17 anos, que já soma quatro títulos na base e três em duplas no profissional, incluiu pausas para treinos e preparação física. Em março, ele reconheceu que precisava evoluir e abrir mão de algumas competições para fortalecer a base física e técnica.
O treinador Santos Dumont destacou que a pré-temporada teve que ser curta e bem planejada, dada a temporada anterior desgastante. A meta, segundo Dumont, é começar a competir com mais força nos próximos challengers e manter o foco nos torneios profissionais.
Guto creditou o sucesso ao trabalho da equipe por trás dele, afirmando que o esforço coletivo foi essencial para a conquista inédito. O jogador reforçou que a vitória marca o começo de uma nova etapa, sem avançar para conclusões sobre o profissional.
No mesmo cenário de Roland Garros, Victória Barros e Leonardo Storck chegaram às semifinais do torneio juvenil, marcando a primeira vez que dois brasileiros alcançam essa fase no torneio. Barros, número 4 do ranking, chegou mais longe do que qualquer brasileira desde 1987, enquanto Storck eliminou cabeças de chave e pode chegar ao top 20, abrindo vagas para Wimbledon e US Open.
João Fonseca também aparece em evidência na temporada. Após alcançar as quartas de final em Paris, ele avança no ranking do Brasil, saltando da 30ª para a 25ª posição. A temporada de grama, com início próximo, exige manter a posição para entrar entre os 24 primeiros cabeças de chave.
Andreeva brilha fora do masculino: Mirra Andreeva conquistou o primeiro Grand Slam aos 19 anos, sob a orientação de Conchita Martinez. A final de Paris consolidou a evolução da jovem, que passou por fases de maior controle emocional e adaptação física. Martinez ressaltou o amadurecimento da atleta ao longo de dois anos de trabalho.
Andreeva superou adversárias de peso, passando por Sorana Cirstea, Marta Kostyuk e Maja Chwalinska nas fases decisivas. A campanha também destacou o peso de patrocínios e o esforço da equipe para sustentar o crescimento da jogadora em um cenário competitivo cada vez mais exigente.
A trajetória da jovem russa, que já enfrentou períodos de afastamento por saúde mental e lesões, sinaliza transformação. Com planejamento ajustado e apoio técnico, Mirra Andreeva avança como uma das grandes apostas do circuito juvenil para o futuro imediato.
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