- Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, pediu afastamento do cargo nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, em meio a investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostos desvios de materiais esportivos do clube.
- O MP apresentou denúncia com acusações de apropriação indibita agravada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação no curso do processo, conforme o material divulgado.
- Mendonça negou as acusações, afirmando que nunca desviou materiais do clube e que muitos itens sequer saíram do clube; afirmou ainda que a acusação de 131 materiais é falsa.
- O dirigente disse que o afastamento não é reconhecimento de culpa e que houve vazamento de conversas gravadas; disse que a sua reputação foi exposta antes do devido processo legal.
- Ele informou ter pedido licença do cargo para servir ao Corinthians acima de interesses pessoais e que continuará atuando pelaquilo que considera correto.
O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, solicitou afastamento do cargo nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026. A medida ocorre em meio a investigações iniciadas pelo Ministério Público de São Paulo sobre supostos desvios de materiais esportivos do clube. Mendonça nega as acusações.
Em nota oficial, ele afirmou que nunca desviaria materiais do clube e que há uma narrativa equivocada sobre o que teria acontecido. O dirigente disse que sua trajetória é marcada por princípios e que a denúncia não reflete a verdade.
O Ministério Público de São Paulo aponta indícios de apropriação indébita agravada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação durante o processo. O promotor responsável é Cássio Roberto Conserino, segundo informações do órgão.
A defesa de Mendonça sustenta que muitos itens citados não saíram do clube ou foram destinados a terceiros de confiança do presidente. O vice-presidente também ressaltou que sua função não envolve gestão operacional e defendeu uma apuração independente.
Afastamento e próximos passos
Mendonça informou que pediu licença do cargo para dedicar-se ao clube, “servir ao Corinthians acima de interesses pessoais” e continuar a luta por o que considera correto. Ele afirmou que a medida não é reconhecimento de culpa, mas uma necessidade de tempo para clarear os fatos.
A apuração segue em andamento, com a leitura dos materiais que embasaram as acusações e a coleta de informações. O clube não confirmou detalhes adicionais sobre o andamento do processo interno.
O Corinthians não comentou sobre substituições imediatas ou alterações na estrutura da vice-presidência. A expectativa é pela continuidade da apuração e por esclarecimentos oficiais sobre o caso.
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