- O jogador polonês Ernst Wilimowski marcou quatro gols contra o Brasil na Copa de 1938, em França, no jogo que terminou seis a cinco, e a Polônia foi eliminada.
- Esse desempenho lhe rendeu a maior média de gols por partida em Copas do Mundo e o recorde de mais gols em uma única partida por cinquenta e seis anos.
- Ele foi convocado para a seleção polonesa em mil novecentos e trinta e quatro, aos dezessete anos, tornando-se destaque do futebol de seu país.
- Após a Segunda Guerra Mundial, por ligações com a Alemanha nazista, adotou o sobrenome Willimowski e passou a atuar pela seleção alemã, gerando controvérsia entre os poloneses.
- Wilimowski morreu em mil novecentos e noventa e sete, aos oitenta e um anos, deixando legado marcado por talento esportivo e controvérsias históricas.
Ernst Wilimowski, atacante polonês, ficou marcado por uma atuação histórica há 88 anos, em 5 de junho de 1938, na França, sede da Copa. Ele marcou quatro gols em Polônia x Brasil, em jogo disputado até a prorrogação.
O feito rendeu a Wilimowski a maior média de gols por jogo em Copas do Mundo na época, além do recorde de gols em uma única partida por 56 anos. O duelo terminou 6 a 5 para o Brasil, eliminando a Polônia.
Convocado para a seleção polonesa aos 17 anos, em 1934, Wilimowski tornou-se um dos maiores nomes do futebol polonês. Em 1939, pelo Ruch Chorzów, chegou a marcar dez gols em uma única partida.
Contexto histórico e mudanças de nacionalidade
Nascido em 1916 na Silésia, então parte da Alemanha, Wilimowski cresceu falando alemão. Após a Primeira Guerra Mundial, a região passou para a Polônia, o que o levou a defender a Polônia na Copa de 1930.
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a Silésia foi novamente ocupada pela Alemanha em 1939. Wilimowski adotou a grafia Willimowski, mudou-se para a Saxônia e passou a atuar por clubes alemães.
Carreira e controvérsias
Durante a guerra, atuou pela seleção alemã: disputou oito jogos e marcou 13 gols, sob o regime nazista. A associação com a Alemanha gerou controvérsias entre o público polonês, que o viu como traidor.
Há relatos de que a mulher de Wilimowski foi presa e que ele próprio foi usado pela propaganda nazista. Algumas versões mencionam motivos humanitários, mas não há consenso sobre as motivações.
Pós-guerra e legado
Após a guerra, o jogador permaneceu na Alemanha, atuando por clubes menores. Morreu em 1997, aos 81 anos, sem retornar ao brilho que teve em décadas anteriores. A memória de Wilimowski permanece em debates históricos sobre fidelidade nacional e futebol.
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