- Botafogo Social e a SAF assinam contrato vinculante com a GDA Luma para a compra de 90% da participação da SAF, com próximos passos envolvendo a dívida do Lyon dentro do caixa único e a transferência de ações para a Eagle.
- Gabriel de Alba, líder da GDA Luma, deve comandar o Botafogo, com histórico em reestruturações e aquisições de dívidas com desconto e influência na gestão.
- A negociação inclui acordo sobre valores da dívida do Lyon e a finalização da transferência das ações à Eagle, com sinal verde já divulgado pela parte envolvida.
- John Textor, que possuía 90% das ações da SAF, move ação nos Estados Unidos contestando a venda e afirmando que não houve assinatura mútua em 2022; defesa busca declarar o acordo nulo.
- O Botafogo projeta resolver todos os trâmites antes do retorno do calendário do futebol brasileiro.
O Botafogo Social e a SAF assinaram nesta sexta-feira (5) um contrato vinculante com a GDA Luma, dando avanço para a aquisição de 90% da participação societária da SAF. Os próximos passos envolvem acordo sobre valores de dívida do Lyon dentro do sistema de caixa único, conclusão do acordo com a Eagle para a transferência das ações e trâmites judiciais. A expectativa é resolver tudo antes do retorno do calendário do futebol brasileiro.
A liderança da GDA Luma fica a cargo de Gabriel de Alba, profissional conhecido por atuar em situações de crise corporativa e por estratégias de aquisição de dívidas com desconto. O objetivo é recuparar o equilíbrio financeiro e promover transformação operacional, incluindo iniciativas digitais e de ESG.
Entre os casos já enfrentados pela atuação de Alba, estão reestruturações de grandes empresas e a compra de créditos para reorganização de ativos, segundo a visão de mercado apresentada pela imprensa especializada. O Botafogo sinalizou confiança de que a operação pode seguir firme com esse novo operador nos bastidores.
Novo capitulo na gestão do clube
John Textor, que adquiriu 90% das ações da SAF em 2022, foi afastado da gestão do Botafogo e do Conselho da Eagle. Nesta semana, Textor moveu ação nos EUA contra a Eagle, alegando que não houve assinatura mútua em 2022 e, portanto, a venda não teria sido concluída. A defesa sustenta que Textor deveria receber cerca de R$ 150 milhões pela transferência das ações para a Eagle Bidco.
A ação busca a nulidade do acordo, segundo relatos do processo. O desfecho pode influenciar o controle das ações envolvendo Botafogo, Lyon e RWDM Brussels, além de impactar a atual estrutura de governança da SAF.
Entre na conversa da comunidade