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Horários do Brasileirão ganham foco no debate sobre liga única no Brasil

Debate sobre liga única aponta queda de público em horários noturnos, mas impacto financeiro é limitado; estudo sugere redistribuição de jogos ao longo da semana

Vasco x Chapecoense em São Januário pelo Brasileirão 2026
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  • O debate sobre a criação de uma liga única envolve o impacto dos horários nas receitas dos clubes do Brasileirão.
  • Dados usados pela CBF mostram ocupação média de 70% (16h), 67% (17h30), 63% (18h30) e 55% (20h30), com público médio de 32,6 mil; 32 mil; 28,4 mil; e 24,6 mil, respectivamente.
  • Estimativa de perda de arrecadação com cinco jogos como mandante aos domingos à noite é de cerca de R$ 195 mil na temporada, com o uso de ticket médio de R$ 51.
  • Foi observado que quinze de vinte clubes tiveram menos de dois mandantes aos domingos às 20h30; cinco equipes não tiveram partidas nessa faixa.
  • O estudo sustenta que o debate não deve se limitar ao domingo à noite e destaca a necessidade de uma grade que distribua jogos ao longo da semana, além de comparar horários com ligas europeias, onde o envolvimento noturno é menor. Também aponta acordos de transmissão: Libra por aproximadamente R$ 6 bilhões (2025–2029) e FFU por R$ 8,5 bilhões, influenciando a definição de janelas de jogos.

O debate sobre a criação de uma liga única no Brasil ganhou espaço ao redor dos horários do Brasileirão. A discussão envolve o impacto das partidas mais tarde na frequência de público e na receita dos clubes, com dados apresentados pela CBF e por um levantamento feito com base na temporada anterior.

O estudo mostra ocupação média de 70% aos domingos às 16h, com 32,6 mil torcedores por jogo. Às 17h30, a ocupação cai para 67% e 32 mil pessoas. Em 18h30, são 63% e 28,4 mil; às 20h30, 55% e 24,6 mil.

A diferença de público entre 18h30 e 20h30 chegou a 3,8 mil torcedores por partida. Mesmo assim, a perda financeira direta aparece como relativamente pequena frente à realidade econômica da Série A, segundo o levantamento apresentado aos clubes.

A partir da diferença de público, o estudo estima uma perda potencial de bilheteria de cerca de R$ 195 mil na temporada, considerando até cinco partidas como mandante aos domingos à noite, com ticket médio de R$ 51.

Poucos clubes tiveram grande exposição a esse horário: 15 dos 20 participaram com menos de dois jogos como mandantes aos domingos às 20h30. Quatro equipes não tiveram nenhuma partida nesse slot; cinco tiveram apenas uma; três, duas; duas, três; uma, quatro; e cinco clubes tiveram cinco jogos.

Os dados ajudam a sustentar a necessidade de ampliar a grade para distribuir jogos ao longo da semana, não apenas focar no domingo à noite. A comparação internacional usada pela CBF aponta maior concentração de jogos noturnos no Brasileirão, cerca de 80% da Série A, versus cerca de 60% na Espanha, 30% na Alemanha e 25% na Inglaterra.

Durante visitas à Inglaterra, Espanha e Alemanha, a CBF observou que ligas europeias priorizam horários diurnos nos finais de semana, reservando faixas noturnas para partidas entre meio de semana.

Panorama internacional

A CBF destaca que, no Brasil, a concentração de jogos noturnos é maior do que na maior parte das ligas europeias, o que integra o debate sobre possível readequação das janelas de transmissão e do calendário.

Estrutura de direitos e horários

A divisão comercial do Brasileirão entre Libra e FFU gerou novos componentes na organização do torneio, com acordos históricos de direitos. Libra fechou cerca de R$ 6 bilhões com a Globo para 2025–2029, enquanto FFU negociou contratos de R$ 8,5 bilhões, ampliando janelas de transmissão ao longo da semana.

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