- A maioria dos conselheiros do Corinthians votou pela expulsão do ex-presidente Augusto Melo do quadro de sócios, por invasão à sala da presidência no Parque São Jorge em 31 de maio de 2025.
- Melo e sua defesa ingressaram com ação na Justiça para tentar anular o ato administrativo, alegando irregularidades no processo e na convocação.
- A reunião com outros julgamentos foi suspensa; a votação deve ser retomada na próxima segunda-feira, 8, conforme decisão do presidente em exercício.
- Há previsão de punição a outros conselheiros: Kadu Melo, Rodrigo Simonini Gonzalez e Wanderson Salles podem receber suspensão de seis meses; Marcos Coelho Abdo e Paulo Rogério Pinheiro Junior, três meses; Laercio Ferreira Victoria, Leandro Olmedila e Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos, advertência.
- Também está marcada a Assembleia Geral para 20 de junho, no Parque São Jorge, para votar a reforma do estatuto, com a possibilidade de novas datas de julgamentos caso seja necessário.
Na noite de 1º de junho de 2025, o plenário do Corinthians votou pela expulsão do ex-presidente Augusto Melo, acusado de invasão à sala da Presidência do Parque São Jorge em 31 de maio. A decisão ocorreu no âmbito do Conselho Deliberativo, órgão que analisa questões disciplinares internas. A grande maioria dos conselheiros aprovou a medida, segundo fontes do clube.
A votação envolve a permanência de Melo no quadro de sócios do Corinthians. A defesa sustenta irregularidades no processo, entre elas falhas na convocação, na ata e na comunicação do resultado. O grupo de Melo também contesta a legitimidade de normas utilizadas pelo órgão para conduzir o caso.
Antes da reunião, a defesa também ingressou com ação na Justiça para anular o ato administrativo. Os advogados alegam cerceamento de defesa, falta de acusação formal e desproporcionalidade da sanção. O clube não se manifestou publicamente sobre o conteúdo das alegações.
A reunião foi interrompida temporariamente por questões pessoais de uma conselheira. A sessão deve ser retomada na próxima segunda-feira para votar outros casos ligados ao incidente de maio. A comissão eventual de ética também pode sofrer deliberações no mesmo período.
Entre os casos previstos para votação estão expulsões de outros conselheiros ligados ao episódio de invasão. A presidência em exercício sinaliza que as decisões devem seguir o calendário, mas admite a possibilidade de novas datas para concluir as apreciações.
Além disso, há expectativa de uma Assembleia Geral no dia 20, no Parque São Jorge, para debater a reforma do estatuto do clube. A diretoria ressalta que mudanças não devem atrasar os julgamentos pendentes.
O episódio de 31 de maio envolve a tentativa de Augusto Melo de retomar a presidência e a invasão da sala da presidência, com a oposição à gestão interina liderada por Osmar Stabile. Na ocasião, Maria Angela Ocampos se declarou presidente do Conselho Deliberativo, o que gerou dúvidas sobre a legitimidade dos atos.
Em junho de 2025, a Justiça também foi acionada pela defesa para questionar decisões administrativas relacionadas ao caso. O Corinthians informou que as apurações seguem sob supervisão do órgão competente, sem divulgar detalhes adicionais.
Ao longo do processo, a diretoria do clube reiterou o objetivo de manter a integridade institucional. Aproximadamente 1.413 associados apoiaram a destituição de Melo, contra 620 votos contrários, em pleito já encerrado. Dois votos foram anulados e dois em branco.
Entre na conversa da comunidade