- O São Paulo Futebol Clube e a Volvo Car Brasil teriam arcado com despesas do veículo usado por Olten Ayres de Abreu Junior, presidente do Conselho Deliberativo.
- Os gastos incluem o conserto do automóvel, no valor de R$ 23.116,80, e 171 multas de trânsito em vinte e cinco meses, totalizando R$ 85.360,14.
- As infrações ocorreram principalmente por excesso de velocidade e estacionamento em local proibido; as multas somaram 132 no primeiro período (janeiro de 2021 a setembro de 2022) e 39 no segundo (outubro de 2022 a fevereiro de 2023).
- No primeiro período, as 132 infrações somaram R$ 20.865,93; no segundo, 39 infrações inicialmente resultaram em R$ 5.726,94, mas passaram para R$ 64.494,21 devido à ausência de indicação do condutor.
- Olten Ayres afirmou que o veículo integrava contrato institucional assinado em 2021 entre o São Paulo e a Volvo, estabelecendo que usuários seriam definidos pela presidência e que as infrações seriam de responsabilidade do clube, com dados protegidos por confidencialidade e LGPD.
O São Paulo Futebol Clube e a Volvo Car Brasil teriam arcado com despesas relacionadas ao veículo usado por Olten Ayres de Abreu Junior, presidente do Conselho Deliberativo do clube, conforme apurado pela ESPN e confirmado pelo Lance!.
Os gastos incluem 171 multas de trânsito ocorridas em 25 meses, com maior parte por excesso de velocidade e estacionamento em local proibido. O montante totalizou 85.360,14 reais. Além disso, houve um conserto de urgência avaliado em 23.116,80 reais envolvendo funilaria e pintura.
Entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2023, as multas dividiram-se em dois períodos. O primeiro, de 2021 a set de 2022, teve 132 infrações e 20.865,93 reais. O segundo, de out de 2022 a fev de 2023, somou 39 infrações; o valor inicial de 5.726,94 reais chegou a 64.494,21 reais por não indicação do condutor.
Posições oficiais
Olten Ayres encaminhou à ESPN um posicionamento em que sustenta que o veículo integra contrato institucional entre São Paulo e Volvo firmado em 2021. Nessa linha, a definição de usuários e a responsabilidade por infrações caberiam ao clube.
Segundo o dirigente, dados sobre o carro, multas e condutores estão protegidos por cláusulas de confidencialidade e pela LGPD, o que impediria a divulgação de detalhes. Ele afirma que informações expostas de forma parcial podem gerar interpretações equivocadas.
Contexto contratual e próximos passos
O material divulgado aponta que o contrato estabelecia que usuários seriam definidos pela Presidência do Clube, com responsabilidade por infrações atribuída ao São Paulo. A divulgação detalhada envolve dados sensíveis protegidos por sigilo contratuais e pela LGPD.
Assessores jurídicos de Olten afirmam que é necessário apurar a origem das informações e respeitar as obrigações de confidencialidade. A apuração ocorre para entender a relação entre o contrato, as vias administrativas e as responsabilidades financeiras.
Desdobramentos e transparência
A reportagem reforça que a divulgação parcial de documentos sem o conjunto completo pode levar a interpretações incorretas. As partes afirmam manter atuação pautada pela legalidade e pela transparência institucional, dentro dos limites legais.
Entre na conversa da comunidade