- A partir desta segunda-feira, 1º de março, entra em vigor regra na Fórmula 1 que impede a Mercedes de usar um “truque” relacionado à taxa de compressão geométrica dos motores; o tema foi discutido na pré-temporada e a mudança vale já no GP de Mônaco, no fim de semana seguinte.
- A Mercedes explorou a chamada área cinzenta: a medição da taxa de compressão ocorria com o carro parado e em temperatura ambiente, favorecendo o uso em movimento e aquecimento. A FIA não considerava ilegal, gerando polêmica.
- Em fevereiro, a FIA alterou o método de verificação: a taxa passa a ser medida em condições frias e quentes; para 2027, a verificação deve acontecer apenas com o motor na temperatura de operação (130°C).
- O efeito prático da mudança é incerto para a Mercedes e para os clientes da equipe — McLaren, Williams e Alpine —, com o ADUO (unidade de potência com defeito) sendo aguardado para reduzir diferenças.
- Ferrari, por sua vez, prevê que a alteração não vá alterar significativamente a disputa pelo título; a Mercedes lidera o campeonato com 219 pontos, frente a 147 da Ferrari.
A nova regra sobre a medição da taxa de compressão dos motores de F1 entra em vigor nesta segunda-feira (1). A mudança vai vigorar a partir do GP de Mônaco deste domingo (7), e a Mercedes passa a ter restrições mais rígidas sobre o “truque” que usava para explorar a área cinzenta das regras.
O ponto central envolve a taxa de compressão geométrica dos cilindros. O regulamento 2022-2025 permite até 18:1, com a nova norma 16:1 para começar em 2026. A Mercedes contornou a leitura ao medir o motor em condições estáticas e de temperatura ambiente, onde cumpria a regra.
A manobra ocorreu porque a leitura não considerava o motor em movimento e aquecido. A FIA inicialmente não considerou ilegal a prática, que poderia render até três décimos por volta segundo relatos da época. A pressão de rivais acelerou a revisão regulatória.
Ao fim de fevereiro, antes da temporada, a FIA voltou a ajustar o método de verificação, incluindo condições de operação frias e quentes. A partir de agora, a taxa será confrontada em situações variadas de temperatura para confirmar o cumprimento.
Para 2027, haverá outra mudança: a verificação passará a considerar apenas a temperatura de operação, cerca de 130ºC. Ainda não há confirmação sobre impactos práticos para a Mercedes ou para as equipes atendidas pela escuderia, como McLaren, Williams e Alpine.
Frédéric Vasseur, líder da Ferrari, afirmou que não espera que a nova regra mude drasticamente o duelo pelo título. A expectativa dele recai sobre a evolução do ADUO, que deve amenizar diferenças entre os carros.
A Mercedes permanece favorita desde o início da pré-temporada e lidera o campeonato de construtores com vantagem considerável. A equipe soma cinco vitórias em 2026, com quatro de Kimi Antonelli e uma de George Russell, acumulando 219 pontos. Ferrari soma 147 pontos, na vice-liderança.
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