- Leila Pereira afirmou não ter envolvimento nas tratativas entre o enteado Marcos Lamacchia e o Vasco da Gama, elogiando o familiar.
- O Vasco negocia a venda de 90% dos ativos da SAF por valores superiores a 2 bilhões de reais.
- A presidente do Palmeiras disse que Lamacchia tem vida profissional independente e é capaz de erguer o clube, sem ligação com a família.
- Ela defendeu o formato clube-empresa, dizendo que clubes associativos enfrentam instabilidade por influência política e preocupações com voto.
- O avanço das negociações esbarra em questões jurídicas, com a 777 Partners tentando impedir a transferência das ações, alegando ainda deter 70% da SAF; a diretoria associativa mantém ações judiciais desde 15 de maio de 2024.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou não ter participação nas tratativas entre seu enteado, Marcos Lamacchia, e o Vasco da Gama, que negocia a venda de 90% dos ativos da SAF do clube carioca por valores superiores a 2 bilhões de reais. A fala ocorreu na sequência de perguntas sobre o assunto, sem confirmação de envolvimento da diretoria alviverde.
Leila destacou que Lamacchia possui vida profissional independente de sua relação familiar e do pai dele. Ela descreveu o enteado como um executivo correto, com patrimônio no Brasil e potencial para sustentar projetos de clubes de futebol.
A dirigente também defendeu o modelo de clube-empresa (SAF) para o futebol brasileiro, afirmando que clubes associativos enfrentam instabilidade devido a influências políticas e preocupações eleitorais dos dirigentes. Segundo ela, a presença de um proprietário confere maior continuidade aos projetos esportivos.
Contexto da negociação
A negociação envolve a venda de 90% dos ativos da SAF do Vasco da Gama, com valores estimados acima de 2 bilhões de reais. O propósito é consolidar o controle societário do futebol do clube por meio de uma estrutura empresarial.
Impasse jurídico e participações
A 777 Partners, antiga gestora do futebol vascaíno, moveu ações para impedir a transferência das ações da SAF, alegando ainda deter 70% do total, com 39% já subscrito. A empresa questiona a liquidez e a titularidade das ações envolvidas no negócio.
Situação administrativa do Vasco
A diretoria associativa do Vasco assumiu o controle da operação em 15 de maio de 2024, após a suspensão dos efeitos do contrato com a gestora estrangeira. Recursos foram apresentados pela 777 Partners, mas ainda não houve decisão desfavorável definitiva na Justiça até o momento.
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