- Maja Chwalinska, polonesa hoje em 114ª no ranking, chegou ao Roland Garros vindo do qualifying e já acumula seis vitórias no torneio, perdendo apenas um set, avançando às quartas de final.
- A vitória sobre Diane Parry garantiu o confronto com Anna Kalinskaya nas quartas e o melhor ranking da carreira,Projected to top 50, com possibilidade de chegar ao top 30 se vencer.
- A trajetória de recuperação da jogadora envolve um longo afastamento por tratamento de depressão e saúde mental, com pausa entre 2019 e 2021 antes de retornar ao tênis.
- Em 2024, ela participou de Florianópolis, vencendo título de simples no WTA 125 e de duplas ao lado de Laura Pigossi, marco importante que ajudou a elevar seu ranking.
- Chwalinska passou por lesão grave no joelho em 2022, operou e ficou seis meses sem competir, retornando aos circuitos e passando a trabalhar com uma nova equipe de preparação física, o que contribuiu para o momento atual.
Maja Chwalinska, polonesa de 24 anos e atual 114ª do mundo, surpreendeu nas quartas de Roland Garros ao vencer Diane Parry após ter chegado ao torneio vindo do qualifying. A vitória a coloca entre as oito melhores do Grand Slam em Paris e marca seu melhor ranking, dentro do top 50.
A canhota venceu seis jogos consecutivos no torneio sem perder set, destacando-se por variações de jogo, slices e jogadas rápidas para a rede. Nesta segunda-feira, ela encara a russa Anna Kalinskaya, buscando avançar à semi e consolidar a melhor posição de sua carreira.
Chwalinska tem história de altos e baixos no tênis. Nos tempos de juvenil, integrou a equipe da Billie Jean King Cup Junior campeã pela Polônia em 2016, ao lado de Iga Swiatek e Stefania Dzik.
Trajetória de superação
No entanto, ainda nos primeiros anos na elite, precisou afastar-se por depressão e questões de saúde mental, iniciando tratamento em 2019 e interrompendo atividades até 2021. O retorno ocorreu quatro anos atrás, com a primeira participação em Grand Slam na grama de Wimbledon.
Entre 2023 e 2024, a recuperação ganhou fôlego com uma cirurgia no joelho em setembro de 2022, seguido de um retorno gradual. Novas mudanças na equipe técnica contribuíram para o atual momento, com foco em agressividade e resistência física.
Títulos no Brasil e recente ascensão
A retomada ganhou impulso com títulos no saibro sul-americano, incluindo Florianópolis, onde conquistou simples e duplas no WTA 125. Esse desempenho elevou seu ranking para o top 130, e as vitórias recentes a aproximaram do top 100.
Na dupla de Florianópolis, atuou ao lado de Laura Pigossi, reforçando o bom momento da polonesa. Ela destacou que o título foi um marco importante na carreira e que as mudanças de preparação ajudaram na fase de 2024 para frente.
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