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Análise tática aponta Athletico-PR como possível surpresa no Brasileirão

Athletico-PR opera com eficiência territorial e depende de Viveros; porém elenco curto pode comprometer a sobrevivência na maratona do Brasileirão

Odair Hellmann gesticula na partida entre Palmeiras e Athletico-PR, no Allianz Parque (Foto: Jhony Inácio/Folhapress)
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  • O Athletico joga com eficiência territorial, priorizando recuperação rápida da bola e ataque rápido, em vez de controle total do jogo.
  • O destaque tático é Viveros, o artilheiro que recua para envolver volantes, cria oportunidades e sustenta o ataque, mesmo com gols perdidos.
  • Jadson, volante de contenção, apareceu com passe de primeira para quebrar a linha adversária, e Claudinho assumiu a lateral-esquerda com naturalidade.
  • O principal risco é a profundidade do elenco: o 11 inicial é competitivo, mas o banco preocupa, especialmente se houver lesões de Mendoza, Julimar ou Viveros.
  • A janela de transferências pode definir o desempenho na maratona do Brasileirão: sem reforços, manter o nível até o fim tende a ser difícil; com peças novas, há chance de sustentar o rendimento.

O Athletico-PR encara o Brasileirão com uma proposta baseada em eficiência territorial, não em controle absoluto da posse. A diretoria montou um meio-campo de combate, mas a criação ficou atrás. Zapelli oscila fisicamente e não entrega 90 minutos de intensidade, e a base ainda está em desenvolvimento. O time precisa ser letal para compensar as limitações.

A principal válvula de ataque é Kevin Viveros, o artilheiro do campeonato até o momento. Ele desce para o pé dos volantes, arrasta marcação e abre espaço para finalizações. Mesmo com gols perdidos, o volume de chances criadas por ele sustenta o funcionamento ofensivo do conjunto.

Viveros depende de apoio coletivo, o que se verifica em jogadas de Jadson, volante que sometimes vê um passe de primeira por trás da linha adversária, e Claudinho, que assume a lateral-esquerda com naturalidade. A organização de Odair Hellmann permite que poucos jogadores atuem acima do teto técnico, mantendo a linha de frente competitiva.

Desafios do elenco

O principal risco é a profundidade do banco. O 11 inicial é razoável para a Série A, mas a reserva gera preocupação, especialmente com Mendoza e Julimar como opções. Lesões ou queda de rendimento podem expor vulnerabilidades na produção ofensiva.

A questão não é apenas manter o estilo, mas sustentar o ritmo ao longo de uma maratona de jogos. Sem reforços, o Athletico pode enfrentar dificuldades para manter o mesmo nível após semanas de desgaste físico. A janela de transferências tende a definir o panorama futuro.

O cenário atual indica que o time já entregou mais do que se previa. Se terminar a competição em posição intermediária, o desempenho tático já terá sido significativo. Exigir acesso à Libertadores seria exigir demais de um grupo com limitações de elenco.

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