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Fluminense sofre gols há 10 jogos; Zubeldía comenta fragilidade

Zubeldía admite fragilidade defensiva, resultado da saída de Thiago Silva e do perfil ofensivo do Fluminense, com maior cobrança e risco nas partidas

Luis Zubeldía em partida entre Fluminense e La Guaira (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF/Folhapress)
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  • Fluminense chegou a dez jogos consecutivos sofrendo gols, com a última partida sem levar gols ocorrendo em vinte e três de abril contra o Operário, pela Copa do Brasil.
  • Em trinta e cinco jogos na temporada, o time levou quarenta e dois gols e manteve a defesa vazia em nove oportunidades ( três no Brasileirão, uma na Sul-Americana, uma na Copa do Brasil e quatro no Carioca).
  • O técnico Luis Zubeldía afirmou que a saída de Thiago Silva desequilibrou a linha de defesa, exigindo uma reconstrução rápida da organização defensiva.
  • O treinador ressaltou que o time é bastante ofensivo por natureza, o que aumenta o custo defensivo devido aos laterais agressivos, zagueiros que avançam e meio-campistas com características ofensivas.
  • O Fluminense volta a jogar no domingo, às 20h30, contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão, buscando maior equilíbrio entre defesa e ataque.

O Fluminense chegou a 10 jogos consecutivos sofrendo gols desde a vitória sem gols contra o Operário, pela Copa do Brasil, em 23 de abril. O time não teve defesa zerada em 35 partidas na temporada, com 42 gols sofridos.

Em termos de números, são 9 jogos com a defesa vazada, distribuídos entre Brasileiro (3), Sul-Americana (1), Copa do Brasil (1) e Carioca (4). A sequência amplia a preocupação com o setor defensivo tricolor.

Causas do desequilíbrio

Após a vitória sobre o La Guaira, o técnico Luis Zubeldía apontou a saída de Thiago Silva como fator-chave para a fragilidade recente. O argentino afirma que a defesa precisou encontrar rapidamente uma nova referência de liderança e segurança.

Ele destacou ainda o perfil ofensivo da equipe como parte do desequilíbrio. O Fluminense atua com laterais mais avançados, zagueiros que gostam de sair para o jogo e meio-campistas com vocação ofensiva, o que aumenta o custo defensivo.

O treinador também citou a pressão constante sobre os defensores Jemmes e Freytes, que passam por processo de amadurecimento. Segundo ele, as cobranças da torcida podem acelerar o aprendizado ou travar o desenvolvimento dos atletas.

A equipe volta a campo no próximo domingo, 31, às 20h30 (horário de Brasília), contra o Cruzeiro, pela Série A. O objetivo é buscar maior equilíbrio entre ataque e defesa para interromper a sequência de gols sofridos.

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