- Duílio Monteiro Alves renunciou ao título de sócio remido do Corinthians, decisão anunciada após a expulsão de Andrés Sanchez do quadro associativo.
- Em comunicado, ele afirma que o clube se tornou ingovernável e que a guerra política prejudicou a saúde mental dele e de sua família.
- Critica a criminalização de práticas administrativas, como renegociação de dívidas e uso de cartão corporativo, ressaltando que o uso ficou, em média, abaixo de R$ 35,00 por dia nos três anos de gestão.
- Diz que o Corinthians entrou numa “guerra nuclear” política e que, com a saída, não resolve os problemas, mas busca paz e o futuro do clube, apontando críticas ao modelo associativo e ao estatuto.
- A renúncia ocorre em meio a investigações sobre o uso do cartão corporativo por ele e por Andrés, e ele afirma que o clube pode seguir rumo a uma sociedade anônima com dono sem voto ou a um clube com interventores sem voto; 28 de maio de 2026.
Duílio Monteiro Alves renunciou ao título de sócio remido do Corinthians, notícia divulgada após a expulsão de Andrés Sanchez do quadro associativo. A decisão ocorreu no âmbito de acirramento político interno no clube.
Em pronunciamento publicado nas redes, o ex-diretor afirma ter buscado responsabilidade e paz diante de uma gestão marcada por acusações de irregularidades administrativas. Ele aponta a saúde mental como um dos motivos para deixar o posto.
Alega que o clube se tornou ingovernável, com disputas que teriam transformado atos administrativos em narrativas criminais. O ex-dirigente critica o debate de regras, responsabilidades e mecanismos de controle, além de citar custos e uso do cartão corporativo como assunto controverso.
Contexto institucional
Duílio é filho de Adilson Monteiro Alves, ex-presidente da Democracia Corintiana, e integra o grupo Renovação e Transparência. Além dele, Andrés Sanchez também é alvo de investigações relacionadas ao uso do cartão corporativo.
O comunicado menciona que o Corinthians vive uma fase de conflitos políticos, jurídicos, midiáticos e institucionais. O texto reforça que a saída não resolve questões estruturais, como reformas tributárias e o endividamento, que, segundo o autor, avançaram nos governos seguintes.
O ex-sócio remido entrega também seu espaço como conselheiro vitalício e membro do CORI, afirmando que pretende acompanhar o debate sobre o futuro do clube sem participação no quadro atual. A mensagem encerra com a confirmação de que estará à disposição da Justiça para eventuais esclarecimentos.
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